Bem difícil. Quando eu era adolescente, o culpava pelas dificuldades que minha mãe passou. Hoje, a gente se fala, graças a Deus, mas tivemos que construir isso, depois de muita terapia. Independentemente do que aconteceu no passado, sempre vou respeitá-lo. Talvez se ele tivesse sido presente, eu não teria sido essa mulher tão forte. Quando ele foi morar com a gente, houve períodos difíceis, como as crises de abstinência, ao tentar sair das drogas. Eram os piores momentos. Lembro de o meu pai quebrar tudo dentro de casa, jogar coisas de vidro no chão, arrancar a cortina. Como eu tinha uma mãe policial, muito brava, ele nunca avançou nela. Então, descontava na casa. Ele saiu das drogas por amor a nós e também por causa da religião. Hoje, ele é pastor.



