“Pororoquesco”. O neologismo carnavalesco foi lançado recentemente por Milton Cunha num de seus perfis em redes sociais, quando um seguidor lhe perguntou se ele tinha visto o jacaré que a Gaviões da Fiel, agremiação paulistana, promete trazer em seu abre-alas.
— Foi a primeira coisa que me veio à cabeça, uma pororoca (fenômeno que nasce do encontro das águas do rio com o mar, na região amazônica) de emoções. Aí eu boto no superlativo, transformo em verbo. Não sei de onde vêm essas ideias, amor. Só sei que o “pororoquesco” agradou e já caiu na boca do povo. É o novo “mesopotâmico”. Ou “mesopotânico”, como alguns repetem de forma errada. Eu adoro! — acha graça a figura reluzente, que já virou uma marca da cobertura do Carnaval Globeleza.
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Este ano, mais uma vez, Milton estará na dispersão das escolas de samba, nos sambódromos de São Paulo (na sexta e no sábado) e do Rio (de domingo a terça-feira) fazendo a festa com os integrantes dos desfiles.
— Agora eu vou ter grua no fim do desfile, meu amor! Vai ser “faraônico”, “nababesco”, e eu estarei lá, deslumbrante! A minha câmera não tem mais cabo, me deixaram solto. Eu posso andar com a câmera no meio da dispersão, e a grua me pega de cima. Eu viro um ponto no meio do povo, que me agarra, me esmaga. Eu sumo na festa do “É campeã!”. Estou tão feliz! — adianta o especialista, de 63 anos.
Milton Cunha na Apoteose, onde estará a Embaixada Globeleza
Fábio Rocha/Rede Globo/Divulgação
Os cabos deixaram de existir também ao longo da Avenida do Samba, com a aposentadoria dos carros de som, que foram substituídos por um sistema de áudio totalmente digital. Essa é uma das novidades do carnaval 2026, assim como o posicionamento de jurados em cabines espelhadas, dos dois lados da pista, nos setores 6 e 7.
— Sem o carro de som ficou uma maravilha! Aquele vai e vem de cabos era horroroso. Agora os cantores são vistos por todo mundo, não tem mais aquela parede escondendo. E com os jurados de ambos os lados, tanto quem está no par quanto quem está no ímpar pode admirar a apresentação do mestre-sala e da porta-bandeira, que não vão mais dar as costas pra uma parte do público. Vai ser bem mais dinâmico! — acredita ele.
Milton Cunha apresenta o seu acervo de ternos performáticos
Guito Moreto/Agência O Globo
Com o amplo conhecimento de quem é estudioso do assunto há mais de três décadas e já assinou os carnavais de agremiações como Beija-Flor, União da Ilha, São Clemente e Viradouro, entre outras, de 1994 a 2010, Milton é assertivo ao analisar as mudanças:
— Ao lado da nova iluminação e da distribuição das escolas do Grupo Especial em três dias de desfile, implementada desde o ano passado, essas novidades tornam o espetáculo ao vivo ainda melhor. A tradição precisa dialogar com a tecnologia.
Entre um desfile e outro, um carinho do namorado
Enquanto Milton é abraçado e aclamado por uma multidão em sua Embaixada Globeleza, na Apoteose, o namorado Vitor Moraes, de 42 anos, o acompanha de perto.
— Nos sete dias de transmissão (três de desfiles do Rio e dois de SP, um da apuração e o Sábado das Campeãs, que será exibido pelo Multishow) ele fica com a minha empresária, Dani. Entre uma escola e outra, eles vêm me dar um beijo e voltam para curtir, enquanto eu fico seduzido pelo trabalho, que é meu objeto de alegria — detalha o comentarista.
Milton Cunha e o namorado, Vitor Moraes
Reprodução de Instagram
Milton conta que o amado, com pouco mais de um ano de relacionamento, ainda tenta entender a euforia do povo em torno de sua pessoa:
— Ele é corretor de imóveis, né? Um universo muito diferente. Mas a gente consegue curtir bastante junto. Fomos ao ensaio técnico na Sapucaí, ao encontro do Galo da Madrugada com o Bola Preta no Recife… Caímos na folia desde o primeiro dia do ano.
Como será a transmissão do carnaval do Rio pela TV Globo?
Dupla dinâmica
Alex Escobar e Karine Alves seguem conduzindo o público pelas emoções do carnaval do Rio, nos três dias de desfile. E, de ponta a ponta da Avenida, os repórteres da Globo mostram de perto alas, alegorias, fantasias e a energia dos presentes.
Da concentração à dispersão
Enquanto Milton Cunha faz uma leitura animada e especializada dos enredos, dos desfiles e das escolhas estéticas de cada escola na dispersão, na Embaixada Globeleza, a jornalista Mariana Gross estará posicionada em sua “laje”, na concentração da Marquês de Sapucaí, acompanhando a preparação das agremiações e revelando o clima de tensão, os rituais, os encontros e as expectativas que antecedem a entrada na Avenida.
Karine Alves, Alex Escobar, Mariana Gross e Pretinho da Serrinha: juntos na transmissão do Carnaval Globeleza no Rio
Manoella Mello/Rede Globo/Divulgação
Junto aos ritmistas
Pela primeira vez, Pretinho da Serrinha vai sair do estúdio e entrar no coração das baterias, compartilhando seu olhar sobre os ritmistas. Ele usará uma câmera especial para capturar imagens inéditas e ao vivo.
Comunicação interna
Outra novidade é que a TV Globo acompanhará a comunicação interna das escolas durante os desfiles. Destaques de conversas feitas por meio de rádios comunicadores e fones de ouvido, fundamentais para o controle da harmonia e da dinâmica das alas, serão selecionados para integrar a transmissão.
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Milton Cunha, que é rei dos bordões carnavalescos, inventa mais um: ''Pororoquesco' é o novo 'mesopotâmico''



