— A manutenção das prisões temporárias é fundamental neste momento para preservar a integridade das investigações e permitir que a autoridade policial esclareça, sem interferências externas, a dinâmica dos fatos e a eventual participação de cada um dos investigados. Estamos diante de circunstâncias que exigem especial cautela: Jorge possui passagem anterior, além de ter declarado em juízo ser usuário de cocaína. Ambos sustentam que atuavam como seguranças contratados por comerciantes de bares e restaurantes, admitindo, portanto, que exerciam uma atividade ligada ao ambiente e à dinâmica dos estabelecimentos envolvidos. Nada disso, isoladamente, autoriza uma conclusão antecipada sobre responsabilidade criminal, mas são elementos que, analisados em conjunto com as demais provas já reunidas, reforçam a necessidade de que a investigação tenha tempo e segurança para avançar sem risco de interferências, combinação de versões ou destruição de elementos probatórios — afirma o advogado da família da vítima, Bryan Rojtenberg.



