Um juiz distrital no México foi preso sob a acusação de ter recebido propina de US$ 2 milhões (cerca de R$ 11 milhões) para permitir a libertação do braço direito do canadense Ryan Wedding — um ex-snowboarder olímpico que, segundo as autoridades, tornou-se um chefão do tráfico de drogas. O beneficiado pelo “acordo” para a soltura foi o traficante canadense Andrew Clark, de 36 anos.
Luis Benítez Alcántara, de 49 anos e natural da Cidade do México, foi detido no domingo (1/11), em Bogotá (Colômbia), em decorrência de uma denúncia federal que inclui nove acusações, entre elas a de cumplicidade após o cometimento de um crime, informou o Departamento de Justiça dos EUA na quinta-feira (5/11).
Clark era o segundo no comando sob as ordens de Wedding — que se encontra sob custódia federal, acusado de liderar uma operação transnacional de tráfico de cocaína, além de responder por homicídio e tentativa de homicídio, segundo o Departamento de Justiça.
“Autoridades públicas corruptas, onde quer que estejam, que auxiliam traficantes de drogas que operam aqui em nosso território, enfrentarão a justiça nos Estados Unidos”, afirmou o procurador Todd Blanche.
Ryan James Wedding: do esporte olímpico ao tráfico internacional
Reprodução/FBI
Wedding nos Jogos de Inverno de Salt Lake City, em 2002
Reprodução/Canadian Olympic Committee
Wedding foi preso em janeiro após quase um ano foragido. Ele era era procurado pelo FBI (polícia federal dos EUA) por chefiar uma organização internacional de tráfico de drogas, responsável pelo envio de grandes quantidades de cocaína da Colômbia para os EUA e o Canadá.
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Juiz é preso acusado de receber propina milionária de ex-atleta olímpico que virou chefão do narcotráfico




