Juiz carbonizado em SP é identificado por meio de tatuagem no lado esquerdo do abdômen

O corpo do juiz Gustavo de Castro Campos, achado carbonizado em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, foi identificado por meio de uma tatuagem localizada no lado esquerdo do abdômen e pelos documentos encontrados em sua carteira. No local, também foi achado um galão com cheiro de gasolina. Segundo o boletim de ocorrência, o corpo do magistrado exalava odor do líquido.
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Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, um homem passava pela Estrada de Terra Euclides Dotta quando ouviu uma buzina e viu o Volvo em chamas. Essa testemunha então foi até um empresa próxima e solicitou ajuda a um colega. Um funcionário, com acesso a retroescavadeira, tentou lançar terra sobre o automóvel, inclusive pelo teto solar, que estava aberto. Segundo esse funcionário, ele não percebeu que havia uma pessoa dentro do carro porque os vidros eram escuros e havia muita fumaça.
Depois que o fogo foi controlado, os bombeiros encontraram o corpo de Campos no banco do motorista, parcialmente carbonizado. Durante a perícia, os policiais retiraram a terra que havia sido jogada sobre o veículo e constataram forte odor de gasolina no corpo. Dentro do carro, também foi localizado um galão que exalava cheiro de gasolina, próximo aos pedais do motorista.
O boletim registra que, na avaliação preliminar dos peritos, não foram identificados ferimentos aparentes provocados por arma de fogo ou arma branca nem marcas visíveis de violência. Também não havia sinais de que objetos tivessem sido retirados do veículo. A aliança permanecia no dedo do magistrado, e a carteira estava no console da porta. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exame necroscópico.
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da morte. A investigação deverá analisar imagens coletadas no local, ouvir testemunhas e aguardar os laudos periciais.
O Tribunal de Justiça de São Paulo lamentou a morte do magistrado e se solidarizou com familiares e amigos. Em nota, o tribunal afirmou que registra “com gratidão” a dedicação e as contribuições de Campos ao longo da carreira. Ele informou ainda que as circunstâncias da morte são investigadas pelas autoridades competentes.
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