No dia seguinte ao cancelamento do jogo do Flamengo contra o Independiente Medellín, pela Libertadores, em função da falta de segurança em meio aos protestos da torcida do clube colombiano, o treinador Leonardo Jardim concedeu entrevista coletiva. A delegação rubro-negra já está em Porto Alegre para enfrentar o Grêmio, neste domingo, pelo Brasileirão.
— Situação visível para todo mundo. Não havia segurança no estádio, para o jogo e para as pessoas assistirem de forma segura. Até me espantei em demorar tanto tempo (para o cancelamento). Em situações desse tipo, após 45 minutos, o árbitro, quando verifica que não há condições, acaba o jogo. Nessa situação, demorou um pouco mais (cerca de uma hora e dez minutos). Mas eu não sou especialista, falo das regras que conheço — disse o treinador.
— Devido às condições que existiram ontem, não foi possível nem jogar nem treinar. Se não havia segurança para o jogo, não havia também para nós treinarmos. Demos prosseguimento àquilo que havíamos preparado para esta dupla viagem. Certamente, não vamos ter que recuperar os jogadores fisicamente, mas temos que ter alguma atenção em termos fisiológicos, porque passamos uma noite quase sem dormir. Alguns atletas dormiram só quatro ou cinco horas na viagem, e mal. Dormir em uma avião não é a mesma coisa. Vamos tentar nos preparar bem para o domingo.
Jardim fez coro ao pedido do diretor José Boto ainda na noite de ontem, e disse acreditar que o rubro-negro vai ficar com os três pontos da partida. O caso será analisado nas próximas semanas pela Unidade Disciplinar da Conmebol.
— Oficialmente, sabemos que existem aspectos burocráticos que tem que ser resolvidos. Não é a hora do jogo ou no fim do jogo que vai resolver o placar. Acho que a Conmebol e os nossos dirigentes defenderam esses aspectos. É uma coisa normal. Acredito que vão nos dar os três pontos porque não existe mais tempo para jogar. A equipe da casa é prejudicada porque não conseguiu organizar um evento com segurança.



