Após uma segunda-feira agitada com as saídas de Maldini e Leonardo, a Itália definiu o seu treinador para o próximo ciclo da Copa do Mundo. O experiente Roberto Mancini, de 61 anos, foi escolhido para substituir Gennaro Gattuso. Segundo Giovanni Malagò, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), falta apenas a assinatura de contrato.
— Estou conversando com Roberto Mancini sobre a possibilidade de ele se tornar o novo técnico: estamos aguardando a assinatura dele — disse Giovanni Malagò durante a reunião do Conselho Federal nesta terça-feira.
Segundo o jornalista Fabrizio Romano, Roberto Mancini concordou em se tornar o novo técnico da Itália. Esta será a segunda passagem do treinador pela seleção nacional. Ele comandou a equipe em 61 jogos oficiais (37 vitórias, 15 empates e nove derrotas) entre 2018 e 2023, conquistou a Eurocopa de 2020 e não se classificou para o Mundial de 2022.
O nome de Roberto Mancini ganhou forças após as saídas de Maldini e Leonardo, que queriam um treinador novo para o projeto italiano e tinham escolhido Andrea Pirlo para o cargo. Além de Mancini, Thiago Motta, ítalo-brasileiro com passagens recentes por Bologna e Juventus, e Antonio Conte, sem clube desde que deixou o Napoli em maio deste ano, também eram cotados para assumir a Azzurra.
Giovanni Malagò também confirmou a chegada de Claudio Raniele, campeão da Premier League com o Leicester em 2016, como novo diretor de seleções da Itália.
— O tempo estava se esgotando e eu sentia que Roberto Mancini era a pessoa certa para ser o técnico. Achei muito positivo o seu interesse em discutir questões financeiras; ele e Ranieri conseguiram ser muito sensíveis aos números e ao orçamento federal, mesmo antes dos números serem divulgados — disse Giovanni Malagò.
Saídas de Maldini e Leonardo
Dezesseis dias depois do anúncio da contratação de Paolo Maldini e Leonardo, os dirigentes renunciaram a seus cargos na Federação Italiana de Futebol (FIGC) ontem. A decisão dos dois aconteceu depois de o presidente Giovanni Malagò se colocar contra a nomeação de Andrea Pirlo como novo treinador principal da seleção italiana.
O ex-jogador do Milan tinha o posto de diretor de seleções da federação italiana, enquanto o tetracampeão com o Brasil em 1994 tinha um papel de consultor da FIGC. A informação da saída de ambos foi publicada pelo jornal Sky Sports e pelo jornalista italiano Fabrizio Romano.
A dupla era responsável por escolher o novo técnico da Itália, cargo que está vago desde que Gennaro Gattuso deixou o time, em abril, depois de não classificar a seleção à Copa do Mundo de 2026. Eles chegaram a entrar em contato com Carlo Ancelotti e negociar com Pep Guardiola, antes de escolherem Pirlo como o nome ideal.
Antes encaminhada, a contratação de Pirlo foi vetada pelo presidente da Federação Italiana de Futebol por conta de sua relação comercial com uma casa de apostas russa, da qual ele é garoto propaganda. Com isso, Maldini e Leornado teriam procurado Giovanni Malagò para pedir explicações sobre a decisão e colocaram os cargos à disposição.
Manifestação de Pirlo sobre a decisão
Por meio de suas redes sociais, o ex-jogador italiano quebrou o silêncio para esclarecer a situação. Em uma publicação, lamentou que a decisão tenha sido motivada por algo de “natureza estritamente comercial e esportiva” e agradeceu a Maldini e Leonardo pela confiança.
— Ao longo da minha carreira — primeiro como jogador e agora como treinador —, sempre conduzi meu trabalho em total conformidade com as leis dos países onde atuei e com os contratos que assinei. A colaboração profissional que está no centro da recente polêmica surgiu durante o período em que trabalhei nos Emirados Árabes Unidos e é de natureza estritamente comercial e esportiva. Atribuir um caráter político a essa colaboração implica que eu defendo opiniões que jamais expressei e que não compartilho. — escreveu Pirlo.



