A 44ª edição do Intercolegial O GLOBO/Sesc terá mudanças no calendário e ajustes no regulamento em 2026, em função da realização da Copa do Mundo de Futebol. Para evitar conflito com os jogos da seleção brasileira, a organização concentrou três modalidades no primeiro semestre e promoveu alterações pontuais em esportes como skate e natação, em uma tentativa de tornar as disputas mais equilibradas.
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Realizada pelo GLOBO, com patrocínio do Sesc-RJ, a competição está com sua programação inicial aprovada. Ela prevê o período de inscrições das escolas entre 27 de abril e 8 de maio. A expectativa da organização técnica é que cerca de 170 colégios participem desta edição. O Congresso de Abertura está marcado para o dia 13 de maio, quando professores e representantes das instituições terão acesso às diretrizes do torneio e poderão esclarecer dúvidas sobre o regulamento das 12 modalidades.
Mantendo a tradição, o futsal abrirá a competição, com a rodada inaugural marcada para o dia 23 de maio, seguida de jogos no dia 24. As demais rodadas estão previstas para o dia 30, com a final programada para 14 de junho. As inscrições para a modalidade vão até 15 de maio, e o Congresso Técnico será realizado no dia 20.
Este ano, o primeiro semestre também contará com disputas de tênis de mesa e skate. A antecipação dessas modalidades foi definida diante da concentração de feriados no segundo semestre, especialmente em dias próximos aos fins de semana. No tênis de mesa, as inscrições vão até 29 de maio, com Congresso Técnico no dia 3 de junho. Já o skate terá inscrições até 5 de junho, Congresso no dia 10 e competição prevista para 27 de junho.
Além da reorganização do calendário, a edição de 2026 deve reforçar o alcance do projeto, com expectativa de maior diversidade de campeões nas modalidades e disputas mais equilibradas entre as escolas. Nos bastidores, a organização avalia que o número elevado de participantes tende a aumentar o nível técnico das competições, com crescimento da competitividade em diferentes categorias.
A proposta também inclui ampliar o universo de modalidades nos próximos anos, com a entrada de novos parceiros e a possibilidade de inclusão de esportes que vêm ganhando espaço entre os jovens. O tênis, por exemplo, aparece como uma das alternativas em análise, impulsionado pelo destaque recente de atletas brasileiros no cenário internacional e pelo interesse crescente nas escolas.
De acordo com Diego Souza, coordenador de Projetos Especiais da Editora Globo, o evento mantém o foco na formação dos estudantes.
— Outro ponto fundamental é o fortalecimento das modalidades paralímpicas. Se no ano passado essa participação foi mais tímida, em 2026 a proposta é dar mais visibilidade, mostrando que o esporte é, de fato, para todos. A expectativa é de uma edição ainda mais emocionante, em que os jovens possam se destacar não apenas pela performance, mas também pela união, pelo espírito de equipe e pelos aprendizados que o esporte proporciona — afirma Souza.
Roberto Garofalo, diretor-geral da Abadai — produtora que realiza o evento para O GLOBO —, destaca que o calendário precisou passar por ajustes para evitar coincidência com partidas do Brasil.
— O Intercolegial terá programação dentro do período da Copa do Mundo, mas tivemos o cuidado de fugir dos jogos da seleção brasileira contra Marrocos (13 de junho), Haiti (19 de junho) e Escócia (24 de junho) — explica, acrescentando que os organizadores também têm a expectativa de aumentar a arrecadação do Intersolidário, ação social que soma pontos para as escolas. — Nossa meta são dez toneladas.
Novidades nas categorias
Além do calendário, o regulamento traz novidades. No skate, os atletas serão divididos, pela primeira vez, entre federados e não federados nas categorias sub-14 e sub-18, enquanto a sub-10 seguirá livre. Já na natação, houve reorganização das categorias, que passam a ser sub-14 e sub-17, concentrando os competidores em grupos etários mais homogêneos.
A edição 2025 reuniu 170 escolas em competições que abrangeram modalidades tradicionais como futebol, vôlei, basquete, handebol, natação, xadrez, tênis de mesa e atletismo, além de incorporar o badminton e, pela primeira vez, provas da categoria paralímpica. A inclusão de atletas com deficiência nas disputas oficiais marcou um capítulo importante na história do Intercolegial, que passa a oferecer oportunidades iguais de participação e protagonismo a todos os estudantes.
As ações de combate ao racismo também ganharam destaque na temporada, com atividades educativas, debates e campanhas que envolveram alunos, professores e comunidades escolares.
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