Infectologista alerta para aumento de casos de malária no Estado e importância de ações de vigilância e controle


O Dia Mundial de Combate à Malária é celebrado anualmente em 25 de abril, data instituída em 2007 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com o objetivo de dar maior visibilidade às ações de vigilância, prevenção e controle da doença em todo o mundo. Neste ano, a data reforça a importância da continuidade dessas iniciativas em escala global.

A malária é uma infecção aguda provocada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada da fêmea do mosquito infectado. Os sintomas mais comuns incluem febre, calafrios, dor de cabeça, sudorese, dores no corpo, náuseas e vômitos. A manifestação clínica pode variar em intensidade. Nos estágios iniciais, a doença pode ser confundida com outras infecções.

No território brasileiro, a maior concentração de casos está na região amazônica, que reúne os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Em Goiás, o Governo Estadual, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou um levantamento sobre o controle de casos e contabilizou 223 casos suspeitos no Estado, sendo 52 confirmados e 171 descartados em 2025. Neste ano, até o momento, foram notificados 61 novos casos, sendo 14 confirmados e 47 descartados.

A Vigilância Epidemiológica Estadual ressaltou que, “em articulação com os municípios, realiza investigação epidemiológica e adota medidas de controle e prevenção”. A SES também informou que todos os casos identificados são importados e destacou que esses diferenciam-se dos casos autóctones, que possuem transmissão local.

Tipos de malária e tratamento

Marcelo Daher, médico infectologista, tem mais de 30 anos de atuação na área. Ele explicou que o país possui áreas endêmicas da doença, com ocorrência também em algumas regiões de Goiás.

Segundo o especialista, existem diferentes tipos de malária, como vivax, falciparum e malariae. No Brasil, a forma mais comum é a malária vivax, embora também haja registros de malária falciparum. Daher afirmou que a doença está presente em vários países, com incidência em regiões da África, inclusive entre crianças.

O médico ressaltou que existe dificuldade no desenvolvimento de uma vacina altamente eficaz contra o parasita, mas já há um imunizante em uso voltado à proteção contra formas graves da malária falciparum. Segundo ele, essa vacina é utilizada em regiões específicas da África e não está disponível em todo o mundo. O desenvolvimento e a aplicação contam com o apoio da Fundação Bill e Melinda Gates, que atua em iniciativas relacionadas a doenças em países em desenvolvimento.

O infectologista enfatizou que o tratamento da malária e os exames para diagnóstico são oferecidos pela rede pública de saúde. De acordo com Daher, em regiões com maior ocorrência da doença, os testes são realizados de forma rotineira e os pacientes recebem o tratamento após a confirmação.

A eficácia do tratamento depende do diagnóstico precoce. “Quanto mais precoce, melhor, pois há situações em que a doença não é identificada de imediato, podendo ser confundida com outras infecções, como a dengue e, em alguns casos, o diagnóstico ocorre de forma tardia”, relatou Marcelo Daher. 

Para reduzir o risco de infecção especialistas indicam medidas como uso de repelentes e roupas que protejam o corpo contra picadas; uso de mosquiteiros e cortinas; e evitar a circulação em áreas próximas a margens de rios e regiões alagadas.

 



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