Impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo de 2026, o árbitro somali Omar Artan será o responsável por apitar a Supercopa da Uefa entre Paris Saint-Germain, campeão da Liga dos Campeões, e Aston Villa, vencedor da Liga Europa. O confronto acontecerá no dia 12 de agosto, em Salzburgo, na Áustria.
“Temos o prazer de compartilhar que o árbitro somali Omar Artan apitará o aguardado jogo entre PSG e Aston Villa em Salzburgo”, escreveu a Uefa em seu perfil oficial.
A decisão de nomear Omar Artan para arbitrar a decisão foi tomada no âmbito do Memorando de Entendimento (“MoU”) recentemente assinado entre Uefa e Caf para incentivar a cooperação em diversas áreas, incluindo a arbitragem. Ele foi eleito Árbitro do Ano da Confederação Africana de Futebol em 2025.
— Omar Artan é um excelente árbitro, jovem mas já experiente, que provou o seu valor ao mais alto nível de competição na Confederação Africana de Futebol. O futebol existe para ligar as pessoas, e a Uefa quer demonstrar o seu respeito por Omar e as suas excepcionais capacidades de arbitragem, que lhe valeram uma nomeação tão prestigiada — disse Aleksander Čeferin, Presidente da Uefa.
Artan estava prestes a fazer história como o primeiro árbitro da Somália a trabalhar em uma Copa do Mundo. Integrante da lista final de oficiais selecionados pela Fifa para o torneio, ele também é considerado um dos principais árbitros do continente africano e foi eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025.
O caso ganhou repercussão internacional após o governo dos Estados Unidos informar que havia negado a entrada do árbitro por razões de segurança nacional. Segundo autoridades americanas, Artan teria sido considerado inadmissível após uma análise de antecedentes que apontou supostas ligações com pessoas suspeitas de integrarem organizações terroristas.
Após desembarcar em Miami vindo de Istambul, no sábado, o árbitro permaneceu detido por cerca de 11 horas no aeroporto antes de ser colocado em um voo de retorno. O episódio encerrou qualquer possibilidade de participação no torneio.
Um porta-voz da Fifa confirmou que Artan não poderá mais atuar nem participar das atividades de arbitragem da Copa do Mundo, que começou nesta quinta-feira na Cidade do México. A entidade, no entanto, prestou apoio ao árbitro durante o episódio, segundo o próprio somali.
O governo da Somália também lamentou o ocorrido e informou ter tentado negociar tanto com as autoridades americanas quanto com a Fifa para viabilizar a entrada de Artan no país, sem sucesso.



