Desentendimentos entre líderes elevam tensão e podem afetar votações de interesse do governo
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou nesta segunda-feira (24) o rompimento da relação institucional com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ). A decisão foi antecipada pela imprensa e depois confirmada por parlamentares.
Segundo lideranças da Câmara, a tensão entre os dois aumentou após divergências na articulação de projetos recentes. Entre os episódios citados está a decisão de Motta de designar o deputado Guilherme Derrite para conduzir o texto e as negociações do PL antifacções, originalmente enviado pelo governo ao Congresso.
Aliados do presidente da Câmara também mencionam o descontentamento com uma campanha contra Motta nas redes sociais, supostamente organizada por influenciadores ligados ao PT. Ele atribui a ofensiva ao líder petista.
Lindbergh Farias negou as acusações e afirmou que a crise de confiança está relacionada às decisões tomadas pelo próprio presidente da Câmara. Em publicação nas redes sociais, o deputado disse que Motta deve assumir a responsabilidade por suas escolhas.
Lideranças parlamentares avaliam que o afastamento pode trazer impacto direto sobre pautas do governo, que conta com apoio insuficiente para avançar em determinadas votações sem articulação conjunta. Entre os temas em discussão está a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
A crise ocorre em meio a tensões entre o Palácio do Planalto e o Senado. Governistas avaliam mudanças na liderança do governo após dificuldades na negociação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
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