Guerra no Oriente Médio ultrapassa duas semanas de confrontos em meio à pressão dos EUA por apoio europeu na reabertura do Estreito de Ormuz

A guerra no Oriente Médio, iniciada ainda no mês de fevereiro, completou recentemente 17 dias de conflitos, mais de duas semanas seguidas. Nos últimos dias, o Irã iniciou uma ampliação de suas ofensivas militares, com novos ataques e bombardeios a adversários e o endurecimento dos bloqueios no Estreito de Ormuz, que culminou em pressão dos Estados Unidos contra países europeus, com pedidos de apoios na reabertura da região.
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Confira abaixo as principais informações da guerra, organizada pelo jornal EXTRA.
O Irã está disposto a seguir com a guerra
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país segue firme para dar continuidade à guerra contra Israel e os Estados Unidos.
— Acredito que, a esta altura, eles já aprenderam uma boa lição e entenderam com que tipo de nação estão lidando. Uma que não hesita em se defender e está disposta a continuar com a guerra até onde for necessário. Levá-la tão longe quanto for preciso — declarou Araghchi.
Alemanha afirma que a guerra “não têm nada a ver com a Otan”
O porta-voz do governo da Alemanha, Stefan Kornelius, afirmou que os confrontos iniciados por Israel e Estados Unidos contra o Irã “não têm nada a ver com a Otan”. A resposta veio após a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu ajuda aos aliados para desbloquear o Estreito de Ormuz.
— A Otan é uma aliança para a defesa do território dos seus membros e, na situação atual, não existe mandato para uma mobilização da Otan — declarou Kornelius.
Reino Unido busca plano “viável” para reabrir o Estreito de Ormuz
Na contramão do posicionamento alemão, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que o país está empenhado, junto de seus aliados, em um plano “viável” para reabrir o Estreito de Ormuz. O canal, que possui grande relevância no mercado de petróleo, se encontra bloqueado por ação do Irã.
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Petroleiro não iraniano transita por Ormuz
Segundo dados divulgados pela MarineTraffic, plataforma de rastreamento marítimo em tempo real, nesta segunda-feira, um petroleiro não iraniano, carregado com petróleo de Abu Dhabi, transitou pelo Estreito de Ormuz. Ainda de acordo com a agência de monitoramento, há uma possibilidade de que “sugere que alguns envios selecionados poderiam estar conseguindo passagem segura negociada”.
Petróleo opera em alta
Os preços do petróleo continuam com sua tendência de alta. Por volta das 8h30 GMT (5h30 de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, subia 3,06%, a US$ 106,30 (cerca de R$ 560,00), enquanto o West Texas Intermediate, referência do mercado americano, ganhava 2,15%, cotado a US$ 100,83 (aproximadamente R$ 530,00).
Fogo em instalação de petróleo nos Emirados
Um ataque de drone contra uma infraestrutura petrolífera em Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, provocou um incêndio no local. Não houve feridos.
A instalação fica do lado do Golfo de Omã, além do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã.
Operação terrestre “limitada” de Israel no sul do Líbano
O Exército de Israel anunciou uma limitação em suas ações terrestres contra o movimento pró-iraniano Hezbollah, no sul do Líbano.
— A atividade é parte de um esforço de defesa mais amplo para estabelecer e fortalecer uma posição defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação de terroristas que operam na região — declarou um porta-voz.
Incêndio no aeroporto de Dubai provocado por drone
Um incidente com um drone provocou um incêndio em um depósito de combustível perto do aeroporto de Dubai, que afetou o tráfego aéreo. O aeroporto informou que os voos estavam sendo retomados gradualmente naquele momento e que, antes do conflito, era o terminal aéreo com o maior tráfego internacional do mundo.
Irã fala em punição de “vinculados ao inimigo”
O chefe do Poder Judiciário iraniano pediu uma aplicação rápida e “sem clemência” das penas impostas a pessoas acusadas de supostos vínculos com os Estados Unidos e Israel.
— Não devemos atrasar, nem mostrar clemência na execução das sentenças definitivas contra aqueles que, em tempos de guerra e vencidos, cometeram crimes e estavam associados ao inimigo agressor — declarou Gholam Hosein Mohseni Ejei, citado pela agência de notícias Tasnim.
Japão inicia liberação de reservas estratégicas de petróleo
O Japão anunciou que começou a liberar suas reservas estratégicas de petróleo, após um acordo da Agência Internacional de Energia (AIE) para conter a alta dos preços do petróleo, provocada pela guerra no Oriente Médio. Segundo o acordo da AIE, a liberação das reservas começaria na Ásia e na Oceania.



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