Fora do 'BBB 26', Alberto Cowboy faz 50 anos e anuncia casamento no Brasil: 'A gente quer algo marcante'

A canção “Amigo, estou aqui”, música-tema do filme “Toy story” (1995), cairia como uma luva para a relação que Alberto Cowboy construiu com Jonas Sulzbach no “Big Brother Brasil 26”. Mas a semelhança do empresário com a história infantil vai além. Tanto que no discurso de eliminação do mineiro, há duas semanas, o apresentador Tadeu Schmidt citou Woody, o protagonista da animação, que, assim como Cowboy, sempre está com o seu chapéu na cabeça. O ex-BBB, de Manhuaçu (MG), posou para estas páginas inspirado no xerife da Disney, num ensaio descontraído, que também marca seus 50 anos, comemorados hoje.
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Neste novo ciclo, Alberto vem reaprendendo a lidar com a fama, já que experimentou a mesma sensação após ter participado do “BBB 7” (2007). Considerado o vilão daquela edição, Cowboy agora quer ser lembrado como uma jogador estrategista — mau, não! Longe das câmeras, ele se entrega à emoção ao falar da família. Como mora nos Estados Unidos com a mulher, Priscilla Monroy, de 30 anos, ele vem aproveitando as oportunidades para ficar perto dos parentes de sua cidade natal, de onde saiu aos 18 anos. Na ocasião, foi fazer faculdade de Administração em Belo Horizonte, onde passou por dificuldades financeiras. Se a frase que Woody repete a cada vez que puxam uma cordinha em suas costas é “Tem uma cobra na minha bota!”, a de Cowboy poderia ser “Não sou vilão!”.
Como você avalia a sua participação no “Big Brother Brasil 26”?
Avalio de forma muito positiva. Claro que a gente não agrada a todo mundo, mas joguei com a minha sinceridade, com o meu jeito de ser, com os meus erros e acertos. Estou muito satisfeito. Tenho recebido o carinho do público, uma demonstração de admiração que não vi no “BBB 7”.
Qual foi o seu maior choque ao sair da casa?
Talvez tenha sido ver que alguns participantes não estavam tão bem no jogo quanto eu imaginava, e outros brothers sim. Eu acreditava, por exemplo, que Ana Paula (Renault) não estivesse sendo bem-vista por conta das coisas que aconteceram na casa. Mas eu sei também que ela é uma grande jogadora, que causa. Ela dá o entretenimento mesmo. Achava também que algumas atitudes da Milena poderiam ter sido interpretadas de maneira ruim, como o suco que ela fez para eu beber (ela espremeu bagaço de limãonum recipiente, colocou água, sal, água de frango, folha de louro e resto de ovo do lixo). Me surpreendeu demais ver que algumas pessoas aprovaram isso.
Houve falha na sua estratégia?
Não houve falha, até porque o reality ocorre num formato que não dá para ter muita estratégia com relação ao jogo em si, à montagem de paredão, ao desafio de ganhar uma prova… Não tem como prever o que vai acontecer. A estratégia do jogo hoje é muito mais ligada às narrativas, de como fazer o adversário se queimar. Eu não fui com com essa ideia de ter falas para complicar ou comprometer o meu oponente. Fui para ser eu. O “BBB 7” era muito mais simples na sua estrutura. Era um paredão duplo, não tinha big fone, monstro, barrados do baile, festa do líder… Com big fone, emparedamento por alguma dinâmica, ficou tudo muito imprevisível. O “BBB 26” foi muito mais difícil do que o outro, porque fiquei refém da sorte.
Alberto Cowboy
Márcio Farias
Qual é o legado que você deixou no “BBB 26”?
O legado que eu e Jonas deixamos é de força, dedicação e entrega. A gente queria ganhar prova do líder e prova do anjo para fugir do paredão. Foi o que a gente mais fez. Em 11 disputas de liderança, sete foram nossas: eu venci três; ele, outras três; e dividimos uma em dupla. Espero que sejamos lembrados como caras imbatíveis, que ninguém conseguia derrotar.
O que o Alberto de hoje falaria para aquele Alberto do “BBB 7”?
“Seja mais cauteloso, preste mais atenção nas coisas, diminua o ritmo em algumas, aumente em outras”. O Alberto de hoje é uma pessoa mais experiente. Em 2007, eu era um menino de 30 anos, hoje eu sou um menino de 50. Naquela época, a gente não pensava em rede social ou na repercussão de uma fala. A gente simplesmente mergulhava no jogo, vivia aquela situação ali com uma intensidade absurda, se matando por causa de um milhão. No fundo, a minha essência é a mesma, mas aprendi com os erros.
É melhor ser lembrado como um vilão ou ser esquecido?
Esse lance de vilão eu sempre levei na brincadeira. Tanto que não perco a oportunidade de tirar uma foto com o Darth Vader (vilão da saga “Star Wars”), quando estou num parque em Orlando. Digo que ele é meu parceiro. Me divirto com essa alcunha porque sei que não fui vilão, fui um jogador que jogou com as armas que tinha. Na primeira vez, as pessoas achavam que eu coloquei um casal no paredão (Diego Alemão e Íris Stefanelli), mas era o jogo. As pessoas interpretavam dessa maneira, porque amavam o casal. Prefiro ser lembrado como um vilão do que ser esquecido. Com o “BBB 26”, essa imagem mudou. Sou o cara que jogou com raça, com vontade, que fez a diferença.
Como está sendo seu pós-“BBB”? É verdade que tem marcas te procurando para fazer publicidade?
Não tem nada definido. Algumas propostas estão surgindo, mas ainda estão embrionárias. Estou numa expectativa grande de trabalhar muito. Espero viver este momento maravilhoso o máximo possível, tirar proveito… A primeira coisa que penso é adquirir o meu apartamento. Não ganhei lá dentro, mas quero comprar minha casa própria. O sonho de todo brasileiro é sair do aluguel, apesar de eu não estar morando hoje no Brasil. Fui morar fora justamente para tentar melhorar financeiramente. Era um dos meus objetivos.
Alberto Cowboy
Márcio Farias
Estão dizendo que você foi convidado para uma novela…
Se me chamarem para uma novela, vou ficar muito feliz. Adoro a teledramaturgia! Eu estudei teatro e tenho DRT (registro profissional de artista). É um grande sonho, porque minha avó era apaixonada por novela, e eu gosto muito também. Acompanho, dentro do possível da correria do dia a dia. Se acontecer de eu fazer um papelzinho, uma aparição ou até uma figuração, vou adorar. Será uma experiência que fixará para a eternidade. Quem sabe não me chamam para ser o novo Rei do Gado? O rei, eu até garanto; já o gado, eu ainda não tenho, não (risos).
No dia em que esta entrevista for publicada, você completa 50 anos. Qual balanço você faz sobre seu meio século de vida?
Sou um cara batalhador, que foi atrás dos seus sonhos, que saiu de casa com 18 anos e já chorou muito de saudade da família. Abri mão de muitos momentos com eles (Alberto se emociona), de aniversários em que não pude estar presente… Estava decidido a ir atrás de algo, queria melhorar. Com meus 50 anos agora, olho para trás e percebo ter muito orgulho do que fiz, do que sou, de onde pertenço, da minha família.
Você tem mais medo de fracassar ou de não tentar?
Com certeza, tenho medo de não tentar. Tá doido? Dizer “Ah, eu podia ter feito isso” soa tão mal para mim… Eu fui lá e fiz. Não deu certo, tudo bem. Prefiro fracassar, porque isso você nunca perde. Se você não conquista o que quis, ganha experiência.
O casamento com Priscilla vai sair no papel, depois de dois anos e meio de relação?
Três meses depois de a gente se conhecer, já fomos morar juntos. Desde então, falamos em casamento. Foi uma afinidade muito legal desde o início. A gente quer fazer algo especial e marcante para os dois, nada tão badalado, mas bem com a nossa cara. Existe um custo, não só financeiro, mas de tempo, né? Queremos casar perto da família, então a gente provavelmente vai fazer uma cerimônia maior no Brasil para os amigos e parentes poderem participar. A oportunidade vai surgir! Acredito que ainda em 2026 a gente consiga chegar nesse objetivo, se Deus quiser!
Alberto Cowboy e Priscilla Monroy
Reprodução/Acervo pessoal
Como vocês se conheceram?
A gente se conheceu em Orlando através de amigos. Ela já morava lá. Antes dela, tive alguns relacionamentos e momentos excelentes, mas nunca algo que fosse firmar. A gente vai amadurecendo nas relações… Com Priscilla, foi algo que aconteceu de forma natural. Tínhamos ideias em comum, fomos nos aproximando cada vez mais. Acho que esse fato de estar fora do Brasil também ajudou. A gente busca uma parceira para compartilhar tudo. Ela tem uma menininha (a Fiorella, de 4 anos). Eu não sei se eu me apaixonei pela mãe ou por ela (risos). Porque é um encanto, um serzinho que hoje é a minha alegria.
Você é um bom padrasto?
Quando eu conheci Priscilla, ela estava finalizando o processo de divórcio. Fiorella tem um pai (americano) presente, mas não tanto quanto eu. Tenho um respeito muito grande por ele, porque é o pai biológico. Ela sempre me chama de titio. Mais pra frente, ela deve entender melhor que tem um pai e um tio dedicado, que fica mais tempo com ela do que ele. Eu sinto uma alegria tão grande de ter essa pequena comigo!
Alberto Cowboy
Márcio Farias
Quer ter filhos?
Sempre quis ser pai. Tenho oito sobrinhos. Sou aquele tiozão que os viu crescer: levava para tomar sorvete; anos depois, para tomar uma cerveja; daqui a pouco, vou levar para o altar. Sou muito família. Fiorella tem essa alegria de ter dois pais, e eu procuro ser o melhor padastro que ela pode ter. Faço a minha parte. Eu e Priscilla pretendemos ter nossos filhos em conjunto. Ela deseja criar e educar mais crianças, eu quero também.
Você pretende voltar a morar nos Estados Unidos?
Vou aproveitar o máximo possível desse período pós-“BBB” no Brasil. Não sei como vai ser. Espero que as oportunidades surjam e me impeçam de voltar pra lá. Mas tenho minhas coisas nos Estados Unidos também (Alberto tem uma empresa que compra e vende carros), e estou pensando como vou administrar isso. Tenho conversado muito com a minha mulher para a gente entender a melhor maneira de conciliar tudo.
Como foi a sua primeira passagem pelos Estados Unidos, em 2001?
Quando eu me formei, fui para os Estados Unidos a fim de aprender inglês em seis meses. Mas quem disse que consegui? Morava e trabalhava com brasileiro, não tinha como dar certo. Aí fiquei mais seis meses. Nesse período, trabalhei numa pizzaria onde só tinha americano. Comecei varrendo o chão, depois estava atendendo ao telefone. No final, virei o gerente da pizzaria. Foi um intensivão de inglês na marra. Também passei por McDonald’s, Dunkin’ Donuts, supermercado… Depois de um ano, me chamaram para trabalhar numa fazenda. Claro, não pude deixar de aceitar. Voltei ao Brasil e, em 2021, viver nos Estados Unidos de vez.
Sofreu algum tipo de preconceito lá por ser imigrante?
Todo imigrante sofre preconceito de certa forma, até por uma questão cultural deles. Subestimam a gente, somos considerados uma mão de obra barata. Eu, particularmente, nunca fiquei mal por isso. Sempre lidei com essa situação já sabendo que o preconceito existia. Estar longe da família e dos amigos foi o maior desafio pra mim. As outras coisas, você acaba superando.
Alberto Cowboy
Márcio Farias
Você foi para os EUA em busca de melhoria financeira, mas sua família passa dificuldades?
Eu não posso falar que é humilde, porque nunca passamos necessidade. Quando fui estudar em Belo Horizonte, tive dificuldade para pagar as mensalidades da faculdade. Meu pai teve que fechar o comércio del, e, mesmo assim, me ajudou. A minha mãe, que estava aposentada, voltou a trabalhar para ajudar também. Meus pais pagavam meu aluguel, minha faculdade e minha alimentação. Até então, eu era o único filho que tinha saído para estudar. Hoje, todo mundo praticamente tem curso superior. Mas, na época, eu era a esperança da minha mãe. Ela queria um filho formado. Passei a matrícula para o período noturno e resolvi trabalhar para me sustentar. Meu primeiro emprego em BH foi num call center. Depois passei a ser estagiário do Banco do Brasil, e também trabalhei numa empresa de advocacia, na área de cobrança.
Como é a sua relação com seus pais hoje?
Sou o caçula de cinco filhos. Lá em casa, sou a obra de arte, o resto foi rascunho (risos). Meus irmãos ficam meio enciumados, mas sou, com certeza, o filho mais amado da minha mãe. Os outros não acreditam nisso, mas eu não vou falar mentira (risos). Nossa família é muito unida. A nossa maior referência é minha avó, que nos deixou no ano retrasado. Ela foi a maior artista que eu já vi nessa vida. Era compositora, poetisa, pintora, cantora… É também a avó do Victor e Léo (primos de Cowboy que formam a dupla sertaneja famosa). Então, acho que essa veia artística da família vem toda dela mesmo.
Você já tentou ser cantor. Ainda sonha com a carreira musical?
O sonho da música já passou. Sei o quanto a carreira é difícil, uma verdadeira batalha diária. Hoje, tenho responsabilidades com a construção de uma vida diferente. Para eu me dedicar a uma carreira musical, teria que abrir mão de uma coisa certa por algo duvidoso. Não passa pela minha cabeça tentar, mas adoro cantar. Sempre solto a voz em churrasco, karaokê… E no chuveiro!
Alberto Cowboy
Márcio Farias
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Alberto usou:
Acervo Fernanda Brasil @fernandah_brasil
Texto e produção executiva: Thomaz Rocha
Edição: Camilla Mota
Fotos: Márcio Farias @marciofariasfoto
Styling: Fernanda Brasil @fernandah_brasil
Beleza: Vivi Gonzo @makegonzovivi
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