O Fluminense tem bom retrospecto em 2026 até o momento. São 13 vitórias, cinco empates e três derrotas em 21 jogos, um aproveitamento de 69,9%. Pelo futebol apresentado em diversas partidas, a equipe de Luis Zubeldía tem dado sinais de que pode brigar por títulos este ano. Para isso, porém, terá que destravar o potencial do elenco, principalmente do setor ofensivo, e ser mais efetiva nas finalizações. O time vem criando muitas chances, mas tem pecado na conversão em gols, o que pode custar pontos importantes na temporada.
Na última terça-feira, no frustrante empate em 0 a 0 na estreia da Libertadores, contra o modesto Deportivo La Guaira, na Venezuela, foram 18 finalizações. Nem John Kennedy, que começou jogando, nem Rodrigo Castillo e Cano, que entraram no segundo tempo, foram capazes de tirar o zero do placar.
Oportunidades não faltaram, principalmente para John Kennedy. Mas o camisa 9 parou no goleiro Varela em uma das chances e jogou por cima do gol na outra.
— Fizemos algumas coisas que nos permitiram estar perto da vitória. Tivemos pelo menos três jogadas muito boas. Se tivéssemos concluído um gol, teríamos mais confiança para administrar a partida. Não perdemos a paciência, mas sofremos por não marcar. Temos que gerar mais situações de gol. O gramado não estava muito bom, isso atrapalhou. O principal foi não converter. O gol nos daria tranquilidade e uma partida com mais espaço — lamentou Zubeldía na coletiva.
No jogo anterior, contra o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, o roteiro foi parecido. O Fluminense finalizou 15 vezes, teve pelo menos três chances claras, mas só converteu uma e ficou no empate em 1 a 1 com o time paranaense. Os dois pontos desperdiçados podem custar caro em uma corrida pelo título. Com 20 pontos na terceira posição, o tricolor viu o líder Palmeiras emendar a quinta vitória consecutiva e abrir cinco pontos de vantagem.
Até em vitórias recentes em casa, como no 1 a 0 sobre o Atlético-MG e no 3 a 2 sobre o Athletico-PR, o tricolor teve chance de “matar” o jogo com antecedência, não conseguiu e venceu pela diferença mínima.
O artilheiro do Fluminense na temporada é John Kennedy, com sete gols. Este ano, poderia até ter mais bolas na rede, caso mostrasse mais efetividade nas finalizações. O camisa 9, porém, não tem perfil de “matador”. Sua temporada com mais gols é o histórico ano de 2023, com 12. Centroavantes goleadores do elenco, Cano vem de longo tempo de inatividade, e Castillo ainda está se adaptando ao futebol brasileiro.
Seus companheiros de setor ofensivo também não são goleadores natos — seus estilos são mais colaborativos. Canobbio contribuiu com quatro gols em 2026, mas não tem na finalização seu principal ponto forte. Serna, vice-artilheiro na temporada com cinco gols, embora utilizado com frequência, perdeu o status de titular para Savarino. O venezuelano, que chegou a ter uma temporada com 14 gols pelo Botafogo, joga mais longe do gol, como meia, e com a camisa do Flu só balançou a rede uma vez, contra o Bangu, no Carioca.



