Com várias mocinhas em sua galeria de personagens e outras vilãs marcantes — como Cristina, de “Alma gêmea” (2005) —, a atriz fala do fascínio por interpretar figuras más. “Elas permitem acessar sombras, excessos. A maldade, quando bem escrita, não é rasa, é cheia de justificativas internas”, explica Flávia, que lidou com um certo desconforto por causa da personagem: “A vilã te obriga a buscar verdades que nem sempre são bonitas. A Sandra desta novela, por exemplo, tem mais camadas do que na primeira vez, quando já era uma personagem complexa. Você entende que é uma vilã com desvios de caráter, que tem muita fúria, mas ela também trava uma luta contra os próprios limites. O amor por Ernesto (Eriberto Leão) e Celso (Rainer Cadete) a colocou em situações nas quais precisou pisar no freio para não ir longe demais. Mas só para os padrões dela!”.



