O Flamengo divulgou nesta semana o balanço financeiro do segundo trimestre de 2026. Segundo os números apresentados pelo clube, os primeiros seis meses foram fechados com déficit de R$ 33,8 milhões.
O resultado se explica, principalmente, pela amortização contábil de R$ 192,4 milhões com o valor recorde gasto em contratação de jogadores na primeira janela desta temporada. Na comparação com 2025, os valores também caem por não ter existido a premiação da Copa do Mundo de Clubes. Ao mesmo tempo, o rubro-negro aponta um superávit de R$ 30,1 milhões no segundo trimestre, e garante que “o desempenho recorrente do período é o mais forte dos últimos cinco anos”.
A receita total de R$ 839 milhões ao longo do primeiro semestre representa uma alta de 9,5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita recorrente, de R$ 732,4 milhões, também teve um crescimento de 32% no mesmo comparativo — sem considerar as receitas do Mundial.
O rubro-negro bateu o recorde de investimento em compra de jogadores no recorte dos primeiros seis meses do ano: R$ 495 milhões. Os valores foram impulsionados pela contratação de Lucas Paquetá, a maior da História do clube, que chegou a R$ 315,7 milhões, incluindo os encargos envolvidos no negócio.
Clube divulga valor de venda de Ryan Roberto
Por outro lado, o Flamengo gerou R$ 106,9 milhões na venda de atletas. A principal negociação foi a ida do atacante Ryan Roberto, de 18 anos, para o Shakhtar Donestk (Ucrânia) no mês de junho, por um total de 9,5 milhões de euros (ou R$ 56,2 milhões).
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O mês de junho foi fechado com R$ 127,8 milhões de caixa livre consolidado, sendo R$ 89,8 milhões sob gestão direta do Flamengo, e o restante com a Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela gestão do Maracanã. Em relação ao final do último ano, houve uma redução de 63,9 milhões. Em trecho do balanço, o clube afirma que “o caixa permanece em um patamar seguro para a continuidade da operação”.
Já o endividamento operacional líquido (EOL) estava em R$ 280,2 milhões, o que representa uma queda de R$ 207,9 milhões na comparação com o primeiro trimestre deste ano. O Flamengo destaca que “se encontra em uma situação confortável”.
“Mesmo sem as receitas extraordinárias que marcaram o ano passado, a evolução da base comercial recorrente vem mais do que compensando essa diferença e sustentando uma trajetória operacional sólida em 2026. Após o fim do semestre, novos contratos e parcerias já foram anunciados, o que demonstra que o crescimento das receitas recorrentes está longe de atingir o ápice”, diz o Flamengo.




