‘Fiz esforço imenso para esconder’


— Quando contei, eles não entenderam de cara. Não foi uma surpresa, mas se preocuparam de ver o filho sofrer agressão. Meu pai ficou sem falar comigo por alguns dias. Ele precisou desse tempo para assimilar. A gente teve algumas conversas mais doloridas, mas foi amadurecendo. Com a minha mãe, rolou mais um questionamento do porquê, mas ela sempre me apoiou — revela o mineiro, que completa: — Na adolescência, a gente faz um esforço imenso para esconder. Mesmo quando você assume, você ainda fica se controlando, se podando… Sempre calculando o risco de ser quem é ao entrar em cada ambiente. Eu me apaixonei por um menino nessa fase, mas não podia falar. A gente passa a esconder a paixão e a sofrer escondido.



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