Em meio às polêmicas envolvendo Gianni Infantino, a Fifa se pronunciou neste sábado e defendeu o seu atual presidente. A entindade respondeu os recentes posicionamentos da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da Conmebol e classificou os ataques contra o dirigente suíço-italiano como injustos.
— Ecoando as recentes declarações da CONMEBOL e da CAF, bem como as discussões com as Associações-Membro e Confederações da FIFA de todo o mundo, a FIFA não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relacionado à eleição do presidente da FIFA que seja incompatível com os Estatutos da FIFA, os procedimentos democráticos e o modelo de governança estabelecido pela entidade — disse a Fifa em um trecho da nota oficial.
Infantino, candidato à reeleição para o comando da Fifa em 2027, tem sido alvo de duras críticas, especialmente por parte da Uefa, entidade europeia que manteve, na quinta-feira, a ameaça de boicotar as Copas do Mundo, por considerar insuficiente a simples retirada do polêmico projeto.
No comunicado, a Fifa também disse que existe um “esforço coordenado e contínuo” para minar o presidente Infantino. Segundo a entidade, as tentativas de desafiar sua liderança devem seguir os estatutos e os procedimentos democráticos.
Veja a nota traduzida da Fifa
“Ecoando as recentes declarações da CONMEBOL e da CAF, bem como as discussões com as Associações-Membro e Confederações da FIFA de todo o mundo, a FIFA não apoiará, facilitará ou tolerará qualquer processo relacionado à eleição do presidente da FIFA que seja incompatível com os Estatutos da FIFA, os procedimentos democráticos e o modelo de governança estabelecido pela entidade.
O presidente da FIFA foi eleito democraticamente pelas Associações-Membro da entidade e continua exercendo o cargo com o mandato conferido por elas.
É cada vez mais evidente que existe um esforço coordenado e contínuo de alguns setores para enfraquecer a FIFA e seu presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações-Membro da FIFA não devem tentar obter, por meio de acusações, insinuações ou desinformação, aquilo que não conseguem alcançar pelos processos democráticos estabelecidos pela entidade.
Reportagens recentes incluíram afirmações sem fundamento e alegações comprovadamente falsas relacionadas à FIFA e ao seu presidente. Especulações e insinuações não devem ser apresentadas como fatos, e a repetição de uma acusação não a torna verdadeira.
O presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos de sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas no esporte e, em particular, para ampliar o acesso, os recursos e as oportunidades no futebol em todo o mundo. Mudanças inevitavelmente desafiam interesses estabelecidos, mas a discordância em relação a essas transformações não pode justificar tentativas de enfraquecer o mandato democrático do presidente da FIFA ou da instituição que ele foi eleito para liderar.
A FIFA dá boas-vindas a um escrutínio legítimo. Mas esse escrutínio não é uma licença para distorcer fatos, ampliar acusações sem fundamento ou criar distrações com o objetivo de enfraquecer o progresso. Quando reportagens forem imprecisas ou enganosas, a FIFA irá contestá-las de forma direta e contundente.
A responsabilidade da FIFA é para com suas 211 Associações-Membro e com o futebol em todo o mundo. Não permitiremos que nossa atenção seja desviada ou que sejamos afastados de nosso objetivo de fortalecer a organização, cumprir nossos compromissos com as Associações-Membro e continuar o trabalho de tornar o futebol verdadeiramente global. Por meio do presidente da FIFA e da administração da entidade, nosso foco permanece firmemente nessa missão, e estamos mais determinados do que nunca a cumpri-la”



