‘Fazer o possível para sumir com esse fantasma’


O Brasil enfrenta a Noruega neste domingo de olho numa vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Antes do confronto, o atacante Matheus Cunha destacou a maior motivação da seleção para a partida: superar o retrospecto ruim diante de europeus em mata-mata de Copas. A última seleção do velho continente que o Brasil bateu numa fase eliminatória em Mundiais foi a Alemanha, na final de 2002.

— Tem que fazer o possível para sumir com esse fantasma. Pra ganhar uma Copa tem que passar por essa dificuldade e espero que dessa vez seja diferente — afirmou o jogador. Sobre pressão e conquista de títulos, ele completou dizendo que esta seleção que “marcar o coração dos brasileiros”

— A responsabilidade do brasileiro é ganhar a Copa do Mundo, por toda a história. Não vejo como querer ser maior que os nossos ídolos. Queremos marcar os corações dos brasileiros como eles marcaram os nossos. Ninguém faz essa comparação interna. Queremos dar orgulho para o povo, com mais uma estrela — disse.

Acostumado com a Premier League, o atacante do Manchester United não se esquivou e falou do rival do City e, também, deste domingo.

— Ataque deles é muito forte. Temos que estar focados não só nele — alertou.

— Haaland é um grande jogador e já mostrou em todos os momentos. Contra ele joguei na Alemanha e na Inglaterra. Relacionamento é saudável — comentou. O brasileiro ressaltou, no entanto, que o grandalhão não joga sozinho.

O atacante já desempenhou diferentes funções em campo sob o comando de Ancelotti. Perguntado sobre o encaixe dele no esquema, ele ressaltou a coletividade e funcionamento conjunto.

— Tenho funções importantes até pra potencializar os companheiros. Se todo mundo for protagonista o tempo todo, como nos clubes, vai faltar o principal. Feliz de demonstrar com gols. Mas também com outras funções importantes na equipe — disse.

Sobre Paquetá, que se machucou na última partida e será desfalque na competição até uma possível final, o atacante disse que há boas opções para suprir a ausência, mesmo que não desempenhem as mesmas funções.

— Depende do plano do treinador. Pra gente é importante repetir certas coisas, demonstrando que dá certo. Vamos sentir falta do Paquetá por isso. Mas depende. Martinelli é quase um atacante. Danilo dá mais sustentação. Quem for precisa nos ajudar muito e ter esse entrosamento com todos — afirmou.



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