Um dos maiores mistérios da aviação vai seguir sendo um mistério: a Expedição Objeto Taraia, que navegou mais de 1.300 km até um remoto atol no Oceano Pacífico, na esperança de encontrar os destroços do avião de Amelia Earhart, não obteve sucesso.
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O que os pesquisadores do Archaeological Legacy Institute (ALI), sediado nos EUA, e da Universidade Purdue encontraram na Ilha Nikumaroro era, muito provavelmente, um amontoado de árvores.
A busca por respostas sobre o misterioso desaparecimento de Amelia Earhart, lendária aviadora que desapareceu em 1937 enquanto tentava se tornar a primeira mulher piloto a dar a volta ao mundo, no entanto, vai seguir, segundo o anúncio oficial da expedição.
Imagens de satélite indicavam presença de objeto misterioso
O grupo seguiu para a península de Taraia após perceberem uma “anomalia visual” vista pela primeira vez via imagens de satélite em 2020. Só que, ao que tudo indica, se tratavam de um amontoado de grandes árvores depositadas ao longo de um banco de areia.
Ao chegarem ao local do Objeto Taraia, como foi nomeado, boa parte dos detritos já havia se fragmentado e sido levada pela água, restando apenas um único segmento em forma de Y — uma fração do tamanho original da anomalia observada nas imagens.
Expedição encontrou diversos artefatos
No entanto, embora o grupo não tenha encontrado uma “prova incontestável” da presença de Earhart na ilha, diversos outros objetos de interesse foram encontrados na pequena ilha de Nikumaroro, principalmente um tubo de aço com cerca de 76 centímetros de comprimento descoberto na lagoa perto da Península de Taraia.
Essas descobertas vão continuar a ser estudadas, uma vez que podem fornecer evidências adicionais para uma premissa central da hipótese do Objeto de Taraia: objetos que entram na lagoa através da Passagem de Tatiman, o canal natural do atol para o Pacífico em seu lado oeste, podem atravessar a lagoa e serem depositados ao longo da Península de Taraia, que funciona como uma área de captação diretamente oposta à passagem.
Além disso, historicamente, diversos objetos possivelmente relacionados à Earhart já foram descobertos na região, inclusive ossos humanos, encontrados em 1940: análises forenses sugerem que se pertenciam a uma mulher da altura de Earhart.
Além disso, já foram encontrados em Nikumaroro: um sapato feminino, um estojo de pó compacto, um pote de creme para sardas e um frasco de remédio — todos datados da década de 1930.
Buscas vão seguir
“O espírito de coragem e curiosidade de Amelia Earhart impulsionou cada passo da busca”, disse Rick Pettigrew, diretor executivo do ALI.
“Alcançamos nosso objetivo de determinar o que era o Objeto Taraia e somos profundamente gratos aos doadores privados que compartilharam nossa visão e tornaram essa jornada possível. Nossa equipe permanece entusiasmada e orgulhosa do que foi conquistado”.
O avião de Earhart, um Lockheed Electra 10-E — apelidado de “Laboratório Voador — foi adquirido com fundos da Fundação de Pesquisa de Purdue. Earhart pretendia devolver o avião a Purdue após a conclusão de seu voo.
Amelia e seu Lockheed Electra 10-E
Smithsonian Institution
Ela, inclusive, atuou como conselheira e mentora pioneira para jovens mulheres na Universidade de Purdue, que se comprometeu a continuar na busca.
“Talvez nenhuma palavra capture melhor esta expedição do que a própria Amelia Earhart: ‘A aventura vale a pena por si só’”, disse Steve Schultz, consultor jurídico da Purdue e membro da expedição.
“Partimos para testar uma hipótese, não para garantir um resultado específico, e seguimos as evidências até o fim. Embora o Objeto Taraia não tenha se provado o que esperávamos, a jornada produziu novas descobertas, ampliou o conhecimento mundial sobre Nikumaroro e escreveu mais um capítulo extraordinário em uma história de descobertas e exploração”.
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Expedição que partiu em busca da lendária piloto Amelia Earhart não acha destroços de avião em ilha remota




