Especialistas dizem ao Papa que o mundo vive crise no recrutamento de exorcistas

O Papa Leão XIV foi alertado que o mundo passa por uma crise de recrutamento de exorcistas. Essa carência é mais preocupante por estarmos vivendo, segundo ele, um momento em que as pessoas estão se voltando mais para o satanismo e a magia negra, destacaram especialistas.
Durante a recente reunião no Vaticano com a Associação Internacional de Exorcistas (AIE), Leão XIV ouviu que o paganismo e o ocultismo estão sendo alimentados pelas redes sociais, contou o “Telegraph”. Fundada em 1994, a AIE oferece treinamento e apoio a exorcistas e ajuda a conscientizar sobre possessão demoníaca. Com 1.000 membros, ela promove cursos de formação e atualização em todo o mundo.
O porta-voz da associação afirmou que há uma carência de mais de 2.000 exorcistas em todo o mundo, além da falta de habilidades sistêmicas e de treinamento para jovens padres. Existem cerca de 3.172 dioceses católicas no mundo. Um dos fundadores e presidentes da AIE foi o padre Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma. Ele alegava ter realizado mais de 160 mil exorcismos antes da sua morte, em 2016.
“Seria uma conquista significativa se cada diocese católica pudesse ter pelo menos um exorcista”, disse Alberto Castaldini, professor de teologia. “A formação teológica e pastoral é importante para aumentar a conscientização sobre esse ministério pastoral.
Infelizmente, o tema da esconjuração, recorrente na literatura e no cinema, muitas vezes está ausente ou não é abordado adequadamente nos currículos de seminários ou faculdades de teologia”, acrescentou ele.
Alguns seminários começaram a se reunir anualmente com um padre exorcista, mas isso não é suficiente para atender à crescente demanda por exorcistas ou acabar com a crise de oferta, de acordo com especialistas.
Russell Crowe em ‘O exorcista do Papa’
Reprodução
“Essa crescente demanda deriva de uma variedade de causas. Por exemplo, envolvimento em seitas ocultistas, participação em círculos esotéricos ou neopagãos, ou o uso de práticas mágicas. Esses fatores apontam para um fenômeno que está, sem dúvida, em ascensão, tornando-se cada vez mais difundido e abrangente, impulsionado pelas mídias sociais e até mesmo pela inteligência artificial”, alegou Castaldini.



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