Espanha joga o necessário para superar a frágil Áustria e avançar às oitavas de final da Copa do Mundo


Assim como aconteceu na fase de grupos, a Espanha não precisou apresentar uma grande atuação para superar sua adversária e avançar na Copa do Mundo. Contra a frágil equipe da Áustria, os espanhóis foram competentes coletivamente e, com dois gols de Oyarzabal e outro Pedro Porro, venceram por 3 a 0 e garantiram vaga nas oitavas de final. A Fúria agora aguarda o vencedor de Portugal e Croácia, às 20h, para descobrir seu adversário.

Além dos autores dos gols, pode-se dizer que os destaques da Espanha foram o lateral-esquerdo Cucurella e o ponta-direita Lamine Yamal. É curioso que, numa seleção que tem o tik-taka como DNA, as individualidades que mais sobressaíram sejam de jogadores que atuam pelos lados. Isto é porque, ainda que tenha se mantido fiel ao seu estilo de jogo, os espanhóis não chegaram a colocar intensidade elevada na troca de passes. A pressão alta na fase sem bola, as movimentações no campo de ataque e os dribles de Yamal foram suficientes para promover uma pane no sistema defensivo austríaco, que levou três gols parecidíssimos.

Em jogadas pelo lado esquerdo, os jogadores da Espanha só precisaram apostar na profundidade para aguardar o movimento infantil dos defensores da Áustria, que afundaram em direção ao gol, e levar a bola ao fundo das redes. Foi assim que Cucurella deu duas assistências para Oyarzabal — a última, é verdade, num passe que rasgou a linha defensiva austríaca, que deu uma liberdade surreal para o centroavante — e Baena deu outra para Pedro Porro, que marcou de cabeça.

Além da inocência austríaca, a partida também marcou o recorde de Unai Simón, que se tornou o goleiro com mais minutos consecutivos sem ser vazado em Copas do Mundo. Na soma das duas últimas partidas da Espanha no Mundial de 2022, contra Japão — foi a última vez que Simón sofreu um gol no torneio, aos seis minutos do segundo tempo — e Marrocos, que foi para a prorrogação, e as quatro desta edição, o atleta chegou a 519 minutos sem ser vazado. O recorde pertencia ao italiano Walter Zenga, que sustentou 517 minutos na Copa de 1990.



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