O pênalti perdido por Bruno Guimarães contra a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, entrou para uma lista rara da seleção brasileira em Mundiais. Foi o quarto desperdício do Brasil em cobranças durante o jogo — ou seja, sem contar disputas por pênaltis.
O primeiro havia sido ainda em 1934, na estreia brasileira naquela Copa. Waldemar de Brito teve uma cobrança defendida por Ricardo Zamora quando a Espanha vencia por 1 a 0. O Brasil acabou derrotado por 3 a 1 e eliminado ainda nas oitavas de final.
Quatro anos depois, em 1938, Patesko também desperdiçou um pênalti, desta vez na vitória por 4 a 2 sobre a Suécia, na disputa pelo terceiro lugar. O lance aconteceu no segundo tempo, antes de o Brasil confirmar sua melhor campanha até então em Copas.
O caso mais famoso seguia sendo o de Zico, nas quartas de final de 1986, contra a França. O camisa 10 entrou no segundo tempo e teve a chance de recolocar o Brasil em vantagem no empate por 1 a 1, mas parou em Joël Bats. A seleção acabaria eliminada na disputa por pênaltis.
Com Bruno, a lista passa a ter quatro nomes separados por quase um século de Copas: Waldemar de Brito, em 1934; Patesko, em 1938; Zico, em 1986; e Bruno Guimarães, em 2026. A cobrança contra a Noruega foi a primeira desperdiçada pelo Brasil durante uma partida de Mundial em 40 anos.



