Após o 0 a 0 do duelo de ida, Fluminense e Vasco terão que se reinventar para um dos clubes sair com a classificação às quartas de final da Copa do Brasil, no jogo de volta que ocorre hoje, no Maracanã, às 21h30. Em caso de novo empate, o duelo vai para as penalidades. Enquanto o cruz-maltino tem no retorno de seu capitão, Thiago Mendes, a sua maior esperança de mudança, o tricolor vive impasse entre Hulk e John Kennedy na liderança do ataque.
Suspenso por conta de uma expulsão no duelo com o Paysandu, na rodada anterior do torneio, Thiago Mendes retorna com o objetivo de dar volume no meio de campo, o que faltou na primeira partida, marcada por lançamentos longos.
Apesar disso, viu a surpreendente boa atuação do volante Jair, como titular pela primeira vez após grave lesão que o deixou fora de campo por 11 meses. O meia conseguiu não apenas se apresentar bem em alto nível como assegurou a estabilidade defensiva pela qual o elenco é cobrado desde o início da temporada. Agora, eles terão a chance de atuarem juntos como titulares do Vasco pela primeira vez.
A dúvida que resta ao técnico Pedro Emanuel ficará com a escolha do terceiro homem de meio de campo. Cauan Barros pode ser o primeiro volante, formando uma trinca segura, mas conservadora, tendo como principal opção criativa o Thiago Mendes, que tem como virtude carregar mais a bola do que lançar passes decisivos. Com isso, o “cria” da base Ramon Rique pode ser a primeira opção para atuar mais próximo dos atacantes, mas Johan Rojas também pode se tornar a escolha para ser o camisa 10. No entanto, o colombiano está caindo no conceito e atuando cada vez menos entre os 11 titulares.
No ataque, o clube vive drama com centroavantes em má fase. O artilheiro do time é o argentino Claudio Spinelli, com seis gols. Brenner, tem três. David, improvisado na posição, tem dois.
Pelo Fluminense, somente John Kennedy já superou esse número fazendo 14 gols no ano. Até mesmo por esse retrospecto, o jogador deve voltar a ser titular, colocando a principal contratação tricolor nesta janela, Hulk, no banco. Dificilmente os dois atacantes jogariam juntos sem uma mudança na formação já estabelecida por Luis Zubeldía.
O ex-atleticano chegou com grandes expectativas da torcida, que logo se tornaram em críticas quando ele deixou de fazer um gol que mudaria o empate sem gols com o Bahia, pelo Brasileirão.
Um reforço ofensivo para o andamento do jogo, a depender da necessidade, é o de Castillo. O gigante argentino foi poupado do primeiro duelo, após incômodo no adutor da coxa esquerda, mas está entre os relacionados.
Já no sistema defensivo, a equipe segue sem seus principais defensores Thiago Silva e Freytes, ambos lesionados. Mas contam com bom entrosamento entre Igor Rabello e Ignácio, que foram destaque na partida de ida, e retorno de Jemmes, que deve iniciar do banco.
Embora, esteja lutando contra o rebaixamento, na 18ª posição do torneio, o Vasco ostenta a classificação na última edição do torneio como um peso a ser tirado por parte do tricolor, eliminado nos pênaltis, pelas semifinais — o cruz-maltino perdeu na final para o Corinthians. Uma vitória pode engrenar de vez o trabalho de Emanuel, que já conta com duas partidas sem sofrer gols — recorde do clube na temporada.
Caso o time de Zubeldía vença, poderá diminuir a pressão da torcida após a sequência de quatro empates pós-Copa, dando mais tempo e liberdade ao elenco tricolor, que tem pela frente não apenas o Brasileirão como o confronto com o Independiente Rivadavia-ARG, nas oitavas de final da Libertadores, na terça-feira, dia 11.



