A seleção brasileira concluiu a preparação para a Copa do Mundo de 2026 com mais uma vitória. Em Cleveland, o time de Carlo Ancelotti superou o Egito por 2 a 1. Bruno Guimarães e Endrick marcaram os gols em duas jogadas que nasceram a partir da pressão na saída de bola adversária. Na primeira, o volante fez tudo: pressionou, roubou e finalizou. Na segunda, Douglas Santos bloqueou passe, Raphinha dominou dentro da área e já tocou para o centroavante balançar as redes. Por outro lado, o capitão Marquinhos ficou marcado negativamente por falhar no lance aproveitado por Ziko.
Atacante de 29 anos do Pyramids-EGI, Ziko na verdade se chama Mostafa Abdelraouf. O apelido surgiu por conta da admiração herdada do pai ao maior ídolo da história do Flamengo. Batedor de faltas, o camisa 11 já admitiu em entrevistas passadas que o Galinho é seu “modelo de jogador a seguir”.
Wesley é substituído com dor na virilha
Do time que goleou o Panamá por 6 a 2 no último domingo, o técnico Carlo Ancelotti promoveu as entradas de Marquinhos e Ibañez nas vagas de Léo Pereira e Bremer, enquanto Douglas Santos substituiu Alex Sandro. No meio-campo, Ancelotti optou por escalar Lucas Paquetá junto de Casemiro e Bruno Guimarães, desfazendo o esquema de 4-2-4 para aumentar a posse de bola e dar mais equilíbrio ao time canarinho. Vini Jr e Raphinha foram mantidos no ataque, que terá Igor Thiago como centroavante mais fixo.
De modo geral, as mudanças deram mais força ao Brasil no meio-campo. Ainda que pesem os gols perdidos por Vini, Raphinha e Igor Thiago, pode-se dizer que a presença de Lucas Paquetá deu mais equilíbrio no setor, que participou bem das construções. Nos lances não aproveitados pelo trio, Casemiro e o próprio meia do Flamengo foram os responsáveis pelas assistências.
A notícia ruim do dia foi a lesão do lateral-direito Wesley logo aos 15 minutos da primeira etapa. O defensor sentiu dores na virilha esquerda após movimento de abertura das pernas e precisou ser trocado por Danilo, do Flamengo.
Já na volta para o intervalo, Ancelotti repetiu a dose utilizada contra o Panamá e realizou oito alterações na equipe. Somente Danilo, Douglas Santos e Raphinha foram mantidos. Entraram Weverton, Bremer, Léo Pereira, Fabinho, Danilo Santos, Luiz Henrique, Matheus Cunha e Endrick.
Com fôlego novo, o Brasil aumentou o ímpeto no ataque e voltou a ficar em vantagem com mais um gol oriundo da pressão ofensiva. Douglas Santos e Matheus Cunha apertaram o início da construção do Egito, e a bola ficou com Raphinha, que tocou para Endrick marcar
Na comemoração, o centroavante pareceu fazer questão de dar dois abraços: um em Casemiro, com quem esteve envolvido no lance de entrada mais dura em treino — a dupla fez questão de passar panos quentes no assunto —, e outro em Carlo Ancelotti. O técnico italiano retribuiu o gesto com um beijo no rosto do jovem atacante de 19 anos.



