“Busquei construir um caminho humano pro Juarez, pra quando esse acontecimento trágico acontecesse na vida dele, mudando seu mundo de cabeça pra baixo, eu pudesse estar aberto e receber isso – uma situação em que o personagem realmente não sabe o que fazer. Todo mundo tem o seu lado trágico. Eu acho que todo mundo já passou de alguma forma por uma morte e o Juarez passa por uma morte em vida. As coisas que ele causa, para um homem que é justo, íntegro, família, solar, amoroso, acabam ficando mais difíceis de lidar. O Juarez tem um amor muito grande pela família da Juli. Em tudo que ele podia ajudar, ele ajudava aquela amiga tão especial pra ele. Ele se sente responsável por todas as coisas ruins que aconteceram. Essa discussão que a trajetória dele vai propor é um grande nó. Se a família dele resistirá a tudo isso, eu não sei. E esse é o maior medo do personagem”.



