Desde que Marcão assumiu o Fluminense, Savarino soma apenas 86 minutos em campo. Nos dois últimos jogos, contra Corinthians e Platense, o meia-atacante sequer saiu do banco de reservas. Para quem já foi peça indiscutível no time titular, a ausência do venezuelano chama a atenção justamente em um momento importante da temporada.
O treinador decidiu barrar Savarino para a entrada do também venezuelano Soteldo, que tem menos criatividade, mas proporciona mais verticalidade, principalmente com os dribles nos duelos individuais pela esquerda. Com o camisa 30 poupado por controle de carga diante do Corinthians, Serna foi o escolhido por Marcão.
— A gente se conhece desde a época da seleção (venezuelana) e sempre leva na boa. Uma concorrência saudável. Eu posso jogar nas três posições (ponta esquerda, meia central e ponta direita), mas já atuei muitas vezes pela esquerda. Quando eu não jogar, vou apoiá-lo e vice-versa — destacou Savarino ao EXTRA.
A queda de rendimento de Savarino não está apenas ligada com a mudança à beira do gramado. Isso porque o jogador já vinha tendo atuações ruins antes mesmo da demissão de Luis Zubeldía. O venezuelano e o argentino Lucho Acosta foram os que mais oscilaram na reta final do trabalho do antigo treinador, o que acabou pesando em sua saída.
A pausa na Data Fifa pode servir justamente para Savarino recuperar sua confiança e seu prestígio no Fluminense. Contratado do rival Botafogo, o meia-atacante foi decisivo nos títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro do alvinegro, em 2024. A ver se consegue voltar a brilhar pelo tricolor nesta reta final de temporada.



