‘Eles são do Marrocos’, reforça técnico da seleção africana sobre atletas nascidos na Holanda, rival na Copa


O técnico da seleção do Marrocos, Mohamed Ouahbi, reforçou neste domingo que os jogadores de seu elenco nascidos na Holanda são marroquinos “antes de tudo”, e os incentivou a permanecerem totalmente focados na partida desta segunda-feira, contra os holandeses, em Monterrey, pela segunda fase da Copa do Mundo de 2026.

A seleção africana conta com diversos jogadores nascidos em outros países. Especificamente, na Holanda, nasceram três deles: os defensores Noussair Mazraoui e Anass Salah-Eddine, e o meio-campista Sofyan Amrabat.

— Eles são do Marrocos antes de tudo, e vão vencer a partida — disse Ouahbi na entrevista coletiva prévia ao confronto.

Nascido na Bélgica, ele acrescentou que entende os sentimentos dos jogadores nascidos na Holanda e que representam o Marrocos.

— É uma sensação muito singular, porque estamos enfrentando um país que nos deu muito — completou.

O treinador também declarou que, apesar disso, quer que a equipe se concentre na partida contra a Holanda, que chegou a esta fase após um empate em 2 a 2 com o Japão, uma vitória por 5 a 1 sobre a Suécia, e uma vitória por 3 a 1 sobre a Tunísia, no Grupo F.

— Eles querem vencer a partida pelo Marrocos, não apenas para prejudicar a Holanda. Querem vencer pelo seu país — frisou Ouahbi.

Marrocos chegou a esta fase após um empate em 1 a 1 com o Brasil, uma vitória por 1 a 0 sobre a Croácia e uma vitória por 4 a 2 contra o Haiti, no Grupo C, onde terminou em segundo lugar, atrás da seleção brasileira.

Ouahbi também lembrou que Marrocos foi a primeira nação africana a passar da fase de grupos de uma Copa do Mundo, feito alcançado em 1986, na edição disputada no México. Aquela campanha histórica terminou justamente em Monterrey, onde a seleção perdeu por 1 a 0 para a Alemanha Ocidental, nas oitavas de final.

— Lembro muito bem daquele jogo contra a Alemanha. Eu tinha dez anos e, para ser sincero, estávamos muito felizes, queríamos estar aqui — contou o treinador. — Agora, quero ir muito mais longe do que fomos em 1986.



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