Na disputa por territórios no Rio, os drones já fazem parte da rotina dos conflitos. Em uma troca de mensagens do início do ano passado, obtida pela polícia, um traficante enviou a Edgar Alves de Andrade, o Doca, imagens de drone de uma comunidade dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP), em Irajá, na Zona Norte. A resposta do criminoso foi direta: “É isso, vamos matar”. Além de serem usados no planejamento de ataques contra grupos rivais, os equipamentos são frequentemente empregados para monitorar as comunidades e identificar a movimentação das forças de segurança. Em outra conversa, Doca recebeu imagens feitas por um drone equipado com câmera térmica que mostravam a movimentação em um dos acessos ao Complexo da Penha, um dos principais redutos da facção criminosa.




