Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil


Nesta terça-feira, 24, é celebrado o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil. O acontecimento se deu em 1932, por meio do Decreto 21.076, publicado há exatos 94 anos. O regulamento, considerado o primeiro código eleitoral brasileiro, foi instituído durante o Governo do então presidente Getúlio Vargas. 

A data marca o momento em que as mulheres conquistam, definitivamente, o pleno direito eleitoral, com o poder de votarem e serem votadas. O evento foi oficializado no calendário nacional pela ex-presidenta Dilma Rousseff, que sancionou a Lei nº 13.086, em 8 de janeiro de 2015.

Em quase um século de história, apenas 34 mulheres ocuparam cadeiras no Parlamento Goiano. O pioneirismo é consagrado à Berenice Artiaga, que faleceu em 2012. Ao assumir, em 1950, seu mandato como deputada estadual, no âmbito da 2ª Legislatura, a professora e servidora pública, natural de Santa Cruz de Goiás, marcou a entrada oficial da mulher na vida política do Estado, que hoje conta com um eleitorado majoritariamente feminino. Dos mais de 5 milhões de eleitores registrados no último pleito municipal, 52,4% eram mulheres.

Atualmente, quatro deputadas ocupam cadeiras na Assembleia Legislativa goiana, dentre as 41 vagas existentes. Ainda que minoria, elas têm protagonizado uma participação de destaque, desempenhando um importante legado de luta em prol da paridade e equidade de gênero e em defesa das bandeiras que afetam o público feminino, como a erradicação da violência contra mulheres e crianças, o direito das famílias e a valorização profissional.

Veja, a seguir, o que dizem as deputadas estaduais sobre a data de hoje.

Bia de Lima 

“A conquista desse direito fundamental foi resultado de uma árdua luta, e, logo após, iniciamos um trabalho constante pela participação das mulheres na política. Consideramos essencial intensificar o envolvimento feminino e fomentar lideranças em todas as esferas da sociedade, a fim de que a população tenha representação plena e completa. A democracia se concretiza verdadeiramente quando há participação paritária entre homens e mulheres em todos os espaços, e a política não pode ser exceção. Neste dia, homenageamos todas as mulheres que dedicam esforços aos seus partidos e à sociedade, construindo suas lideranças. Não basta a existência de cotas para mulheres se não forem assegurados os recursos equivalentes aos destinados aos homens, para que possam disputar e vencer as eleições. Queremos participar e vencer”.

Dra. Zeli

“O Dia da Conquista do Voto Feminino é um marco que nos lembra que cada direito conquistado abriu caminho para que hoje possamos ocupar espaços de decisão e protagonismo. Como deputada estadual e Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa até março reforço, diariamente, meu compromisso com a valorização, o respeito e a defesa das mulheres. Acredito que precisamos estar cada vez mais presentes na política, participando, opinando e construindo. E isso não deve ser visto como disputa entre nós, mas como fortalecimento coletivo. Eu seguirei trabalhando para que mais mulheres se sintam confiantes e ocupem seus espaços, sejam independentes e protagonistas da sua própria história”.

Rosângela Rezende

“No dia 24 de fevereiro celebramos uma das maiores conquistas da democracia brasileira: o direito ao voto feminino. Como mulher e como deputada, falar sobre essa data é reconhecer que nada nos foi dado. Cada avanço foi fruto de coragem, luta e persistência de mulheres que, há menos de 100 anos, enfrentaram preconceitos, silenciamentos e barreiras para garantir cidadania plena. O direito ao voto representou muito mais do que escolher representantes. Ele simboliza o reconhecimento de que mulheres têm voz, opinião e lugar nas decisões que moldam a sociedade. Foi essa conquista que abriu caminho para que hoje possamos não apenas votar, mas também ser votadas, ocupar espaços de poder, exercer liderança e transformar realidades por meio da política”.

Vivian Naves

“A conquista do voto feminino representa um grande marco na história da democracia brasileira, ao ampliar a participação das mulheres nas decisões que impactam toda a sociedade. Esse avanço fortaleceu o debate público e trouxe mais sensibilidade às pautas ligadas à vida, à família e ao cuidado com as pessoas. Apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito. A política precisa, cada vez mais, da participação consciente e responsável das mulheres, seja no exercício do voto, seja na construção de soluções para os desafios do país. Na Assembleia Legislativa, meu trabalho é guiado por esse compromisso: mulher protegida, família forte e políticas públicas que transformam realidades”.



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