Mês de prevenção ao suicídio reforça necessidade de cuidado e empatia com o parlamentar
Setembro marca a campanha Setembro Amarelo, dedicada à conscientização e prevenção do suicídio, problema de saúde pública que, em grande parte dos casos, está relacionado à depressão e outros transtornos mentais.
No Distrito Federal, o tema ganha ainda mais relevância diante da situação vivida pelo deputado distrital Daniel Donizet (MDB), que enfrenta tratamento para depressão e volta gradualmente às atividades na Câmara Legislativa.
Embora seu atestado médico tenha se encerrado em 28 de agosto, o deputado segue em acompanhamento clínico, com uso de medicamentos e recomendações de cuidado. O caso exige atenção redobrada, já que, segundo especialistas, a retomada de rotina não significa a plena recuperação. Mesmo assim, Donizet tem sido alvo de pressões políticas e movimentos que buscam fragilizar seu mandato — cenário que, além de colocar em risco sua saúde mental, suscita questionamentos sobre garantias de direito de defesa e respeito ao devido processo legislativo.
Dados recentes da Secretaria de Saúde do DF mostram a gravidade do problema: foram registrados 57 óbitos por suicídio apenas no primeiro trimestre de 2025, dos quais 48 ocorreram entre homens adultos. Especialistas alertam que sinais de desgaste emocional e sofrimento psíquico precisam ser tratados com sensibilidade, sob pena de agravamento dos casos. A depressão, muitas vezes invisível, permanece como um dos principais fatores de risco.
Diante desse contexto, a expectativa é de que a Mesa Diretora da CLDF conduza a análise sobre a situação de Daniel Donizet com equilíbrio, empatia e responsabilidade institucional. Mais do que uma decisão política, o momento pede respeito à saúde do parlamentar e à mensagem que a Casa transmite à sociedade em pleno Setembro Amarelo: a de que a vida deve estar acima de qualquer manifesto e de que o cuidado com a saúde mental precisa ser prioridade.



