No topo do outeiro, onde fica a histórica Igreja de Nossa Senhora do Montserrat, de 1732, é possível observar a região. Logo abaixo se vê Vargem Pequena e, ao longe, um bom pedaço de Vargem Grande. A vista é boa, mas o som que chega dos arredores retrata melhor a realidade desses dois bairros da Zona Sudoeste: de um lado, a algazarra melodiosa dos passarinhos e o canto tardio de um galo; de outro, motores, freadas, buzinas e até o ronco de uma motosserra. Essa salada sonora sintetiza a percepção de que as Vargens seguem cada vez mais espremidas entre a vocação para refúgio bucólico que atraiu muita gente até o início da década de 2000 e o crescimento sem freio que trouxe problemas de infraestrutura e segurança.



