Consórcio que opera trens em SP vai substituir serviço da Supervia no Rio

Único a apresentar proposta, o consórcio Nova Via Mobilidade, responsável por trens em São Paulo, foi escolhido para gerir, a partir de meados do mês de março, o sistema de trens que liga o Rio a outros 11 municípios — operado pela SuperVia desde 1998.
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Com o valor da contratação estimado pela Secretaria estadual de Transportes em R$ 660 milhões, a Nova Via Mobilidade será a nova responsável pelo transporte ferroviário de 300 mil passageiros por dia. A malha ferroviária conta com cinco ramais e três extensões. Há ainda 270 quilômetros de trilhos e 104 extensões. A proposta vencedora contou com deságio de 0,06% do valor estabelecido pelo estado, que definiu no edital o valor de remuneração para empresa de R$ 17,60 por quilômetro percorrido pelos trens.
O consórcio, formado pela Nova Via Fundos de Investimentos em Participações Multiestratégia e Magna Fundo de Investimentos e participações Multiestratégia — que conta com cotistas nacionais e internacionais —, vai subcontratar o grupo português Barraqueiro para operacionalizar o serviço dos trens. A empresa portuguesa é a maior operadora privada de transportes em Portugal. E tem presença também em Angola, e no Brasil. No país, atua há mais de 15 anos por meio de concessões de transporte por ônibus nas regiões Norte e Nordeste.
Outra empresa que deverá ser subcontratada pela Nova Via Mobilidade para auxiliar a operacionalização será a MPE Engenharia, especializada no setor metroferroviário e na manutenção de trens.
— Estamos agrupando experiência na operacionalização de transportes sob trilhos. O grupo Barraqueiro vai ser o operador subcontratado. A hipótese de subcontratação é prevista no edital— disse Caio Figueiroa, um, dos representantes do consórcio Nova Via.
O leilão judicial para definir o novo operador foi realizado ontem, na 6ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O resultado ainda precisa ser ratificado em 15 dias pela Justiça, que vai analisar, no período, a validade dos documentos obrigatórios apresentados pelos vencedores. A audiência foi presidida pelo juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres, da 6ª Vara Empresarial do TJRJ.
O modelo de gestão que será adotado é semelhante ao que está em vigor nas barcas, em que a empresa responsável pelo serviço recebe dos cofres estaduais por milha náutica percorrida. No caso dos trens, a permissionária receberá diretamente do governo estadual e não ficará com o dinheiro das tarifas. Assim, o governo tem poder de definição sobre o preço da passagem. Atualmente, o valor é de R$ 7,60. Já quem tem o benefício do Bilhete Único intermunicipal paga R$ 5.
Uma nova audiência será feita no dia 25 pelo juízo da 6ª Vara Empresarial para ratificar o resultado do leilão, caso a análise dos documentos apresentados pelo consórcio seja satisfatória. Se tudo correr sem problemas, dias depois será assinado o contrato entre a Secretaria de Transportes e o consórcio. A previsão é que, no dia 10 de março, tenha início de uma operação assistida entre a SuperVia e o novo operador.
Com duração de 90 dias, o período servirá para o consórcio tomar ciência da operacionalização total do sistema ferroviário. Após o prazo, a Supervia deverá deixar o serviço.
Entre os desafios que terão de ser enfrentados pelo novo operador está uma malha ferroviária que passa às margens de 179 comunidades controladas por grupos criminosas, como traficantes de facções criminosas e milicianos.
A passagem de composições por áreas conflagradas se reflete na quantidade de vezes que, devido à violência, os usuários ficaram a pé em 2025. Como mostrou reportagem do GLOBO, só nos dez primeiros meses do ano passado, problemas de segurança pública, como trocas de tiros, roubos e furtos de cabos e vandalismo, provocaram 682 cancelamentos ou interrupções de viagens. Significa dizer que, em média, houve duas ocorrências deste tipo por dia. Os dados das interrupções são da Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transporte (Agetransp).
A falta de controle da área de algumas estações, onde há inclusive comércio de drogas próximo a plataformas de embarque, também se reflete no número de passageiros que acessam o local sem pagar tarifa.
Segundo um balanço da SuperVia feito no ano passado, a estimativa é que, em todo sistema ferroviário de passageiros, 18 mil pessoas usem os trens diariamente sem pagar. A estação Padre Miguel é a primeira colocada em evasão de renda, de acordo com estatística.
Atualmente, a concessionária conta com uma frota de 151 trens e 604 vagões, utilizados no transporte de passageiros. Algumas das composições são da década de 1960. É o caso de locomotivas movidas a diesel usadas para transportar passageiros nos ramais Vila Inhomirim e Guapimirim.
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