Muitos investidores são pegos de surpresa quando uma instituição financeira apresenta algum problema e coloca seus investidores em maus lençóis. Foi o que aconteceu com o Banco Master e, posteriormente, com o Will Bank e agora com o Banco Pleno. As instituições foram liquidadas e os investidores dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) precisaram ser ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A surpresa é ainda maior se o banco tem uma nota alta atribuída por agências de classificação de risco (o famoso “rating”, que indica o nível de risco e a capacidade de uma empresa de pagar suas dívidas). No entanto, o que analistas afirmam é que só essa classificação não é suficiente para avaliar se investir em CDBs daquele banco é seguro. Esse trabalho passa por outros critérios tão ou mais importantes.
A máxima “quando a esmola é demais, o santo desconfia” deve ser levada muito a sério no caso dos CDBs. Portanto, se um banco oferece rentabilidade muito acima da média ou do que instituições de tamanho e perfil parecido oferecem, geralmente o risco também é alto. Por isso, antes de olhar apenas para a taxa prometida, o investidor precisa checar a saúde financeira do banco emissor.
“Um banco que está redondo do ponto de vista financeiro não precisa remunerar acima, porque ele tem fontes diversificadas de captação de recurso”, diz Guilherme Almeida, chefe de análises de renda fixa da Suno. Em geral, períodos de maior incerteza levam investidores a uma “fuga para a qualidade”, onde o dinheiro é retirado de ativos mais arriscados e favorece emissores mais sólidos.
Mas afinal, o que olhar?
Leia a íntegra dessa reportagem
Source link



