Com SAF em crise, Botafogo mira receita da Copa do Brasil e terá força máxima


O Botafogo inicia hoje sua trajetória na Copa do Brasil 2026 contra a Chapecoense, às 17h, no Nilton Santos, pela quinta fase do torneio que trata como prioridade, em função do retorno financeiro. Com a SAF em crise e a disputa societária em andamento na expectativa pela revenda do clube ou da manutenção de John Textor no comando, o departamento de futebol se vê de volta aos trilhos ao menos dentro de campo, sob o comando do técnico Franclim Carvalho.

Pela necessidade de manter o projeto de pé, a ordem é ir com força máxima no mata-mata e administrar o elenco para se manter bem na foto no Brasileiro, já que a briga na ponta é distante. Em caso de título da Copa do Brasil, a premiação é de cerca de R$ 100 milhões, valor próximo ao que Textor promete aportar novamente na SAF para tentar colocar as dívidas em dia. Ontem, o Botafogo já se viu às voltas com um novo transfer ban na Fifa, pelo débito em relação à contratação do atacante Rwan Cruz junto ao Ludogorets, da Bulgária.

Mais cedo, no Nilton Santos, a Assembleia Geral Extraordinária convocada por Textor para tentar aprovar tanto o novo aporte como um plano de recuperação judicial foi adiada para o dia 27. Mesmo com advogados representando a Eagle Bidco, o clube social não mandou representantes para forçar o adiamento e ganhar tempo, já que os dois sócios já sinalizaram na Justiça que são contra o pedido de recuperação judicial. Textor chegou a fazer breve um discurso. Também havia representantes do Tribunal Arbitral da FGV, que mandou gravar a Assembleia e tinha solicitado a presença da Cork Gully – administradora judicial da Eagle Bidco.

O americano tenta evitar que os acionistas se entendam para revender o Botafogo a um novo interessado. E promete um novo aporte de 25 milhões de dólares na SAF. Para isso, precisaria da aprovação da diluição das ações por parte do social, que reluta. Na visão dos sócios, Textor pretende entrar com o pedido para que ele surja como único potencial comprador do clube.

Os problemas também batem na beira do campo. Nos últimos dias, representantes do volante Danilo voltaram à Justiça para cobrar a dívida relativa à comissão da transferência do jogador, que havia sido alvo de um acordo de parcelamento, mas nem isso o Botafogo honrou. O clube vê o atleta feliz e focado no desempenho em campo até a Copa do Mundo, com boa perspectiva de venda para ajudar as finanças. Em grande fase, Danilo é o vice-artilheiro do Brasileiro com 6 gols.

Mas mesmo com a goleada no sábado, que fez o Botafogo se tornar a equipe com mais gols marcados, o time segue com a defesa mais vazada no Brasileiro. Melhorar o desempenho do setor é um dos desafios do novo técnico. Além das partidas ruins fora de casa, com destaque para os cinco gols sofridos para o Grêmio em Porto Alegre e a goleada por 4 a 0 para o Athletico na Arena da Baixada, em casa o time também exibiu fragilidades, e só não foi vazado uma vez, na goleada sobre o Cruzeiro. Além dos problemas com os goleiros, também houve oscilação dos zagueiros. Por isso, Franclim tem optado por dar sequência a Ferraresi no lugar de Bastos.

— Ferraresi jogou nos últimos dois jogos, o Bastos jogou antes. Estou muito satisfeito com os três, o Bastos, o Barboza e o Ferraresi. O Bastos pode fazer a esquerda e o Ferra a direita. O Barboza a esquerda e o Bastos, a direita. Gostei muito do jogo do Ferra e do Barboza. Com a bola, precisa melhorar muito o jogo dos dois, mas sem a bola, gostei — disse Franclim.



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