Alunos do projeto social de jiu-jitsu que funciona no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) receberam, nesta terça-feira (3), 40 kimonos doados pela Legião da Boa Vontade (LBV). A ação contemplou crianças e jovens da comunidade Tavares Bastos e filhos de policiais militares, além de agentes que treinam no batalhão.
Criado em 2008, o projeto mantém turmas regulares dentro do Bope e já formou quatro faixas-pretas, que hoje atuam como professores. Um deles dá aulas no próprio projeto, no batalhão. As atividades reúnem alunos da comunidade e policiais, com treinos no mesmo espaço.
O treinador de MMA Pedro Rizzo, líder de um dos projetos sociais mais bem-sucedidos do MMA, esteve presente na ação. Durante o encontro, ele falou sobre permanência no treino, papel dos professores e acompanhamento das famílias.
“Quando vocês entram no tatame, o tempo passa, e quando saem a gente vê o impacto disso. Para quem ensina, esse é o melhor momento do dia. Eu sonhava ser faixa-preta e ter uma academia cheia, e esse sonho se realizou porque eu não parei de treinar. A luta me levou para o mundo, me deu trabalho e me permitiu formar minha família. Continuem treinando e não parem. Quero voltar daqui a um ano e ver a história de vocês, ver medalhas. Os pais têm um papel nisso. Não deixem faltar. E aos professores, obrigado por dedicarem o tempo de vocês”,
O comandante do Bope, tenente-coronel PM Marcelo Corbage, destacou a abertura do batalhão para ações com a comunidade e o uso do esporte como ferramenta de formação. Segundo ele, a parceria amplia a integração entre policiais, famílias e alunos.
“Quando abrimos o batalhão para a comunidade, ampliamos o sentido da palavra servir e criamos integração entre policiais, crianças e famílias. A luta, o esporte e os projetos sociais são ferramentas de formação. O jiu-jitsu é uma prática que eu faço, meu filho faz e que também envolve policiais do batalhão, em integração com a nossa atividade. Essa doação não é apenas uma roupa, é um instrumento de treino para crianças e adolescentes. Agradeço às famílias e aos doadores que tornam esse trabalho possível”, exaltou.
Além dos alunos e professores, familiares acompanharam a entrega dos kimonos no Bope. Pais e responsáveis relataram os impactos do projeto na rotina das crianças da Tavares Bastos. Entre eles, Luiz Alberto, que é colaborador da LBV e pai de Emanuel, aluno do projeto.
“Ter meu filho aqui no projeto faz diferença para a nossa família e para outras crianças da comunidade. O treino ajuda a tirar do celular, aproxima de outras crianças e cria uma rotina. No caso do meu filho, que é autista nível 1, o esporte e a convivência social ajudam no dia a dia. Sou colaborador da LBV e agradeço por ver a doação chegar a quem precisa. A gente contribui sem saber para quem vai, e hoje vejo esse retorno chegando ao meu filho e a outros jovens da Tavares Bastos”, reconheceu.
Os kimonos foram viabilizados graças a doações e parcerias de colaboradores da LBV, com apoio da Super Rádio Brasil, Tintas Nacional e da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
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