Pesquisadoras de Oxford e da Chevron acreditam ter descoberto a origem de um rios mais famosos e importantes da história da humanidade. Citado como um dos quatro rios que cruzavam o paraíso, o Eufrates nunca teve sua origem mapeada — até agora.
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Descrito como passando por uma seca em preparação para a Batalha do Apocalipse, no livro do Apocalipse, o Eufrates percorre cerca de 2,800 km passando por Turquia, Síria e Iraque, sendo, junto com o Rio Tigres, um dos dois principais fornecedores de água da Mesopotâmia — região também conhecida como o berço da civilização e da Crescente Fértil.
Jardim do Eden, por Peter Paul Rubens e Jan Brueghel, o Velho. 1615
Reprodução
Só que, até a publicação do novo estudo por uma equipe de pesquisadores internacionais, pouco se sabia da origem do Eufrates.
Segundo a pesquisa, o Rio Eufrates moderno é resultado da convergência de dois sistemas fluviais ancestrais que, durante o final do Mioceno — que ocorreu há cerca de 23 a 5,3 milhões de anos —, escoavam separadamente para um Mediterrâneo oriental parcialmente desidratado.
A descoberta aconteceu enquanto geologistas da Chevron buscavam fontes de gás natural na costa do Líbano, em 2014. De acordo com o New York Post, ao realizar uma varredura sísmica na área, o cientista Andrew Madof se deparou com evidências de sedimentos fluviais sobre grandes depósitos de sal subaquáticos na região.
Seca no Rio Eufrates
AFP
Esses depósitos teriam se formado mais de cinco milhões de anos atrás durante uma época conhecida como Crise de Salinidade Messiniana, quando o Mar Mediterrâneo tinha secado parcial ou completamente.
Eles descobriram, analisando a área, que, ali, existiam dois rios gigantes, o Paleo-Karasu e o Paleo-Murat, entre 16,5 e 5,9 milhões de anos atrás. O Paleo-Karasu era maior que o Nilo, enquanto o Murat era maior que o Tigres e o Eufrates combinados.
Esses dois afluentes desaguaram no Mediterrâneo por cerca de 120 mil anos.
Ao longo de milhões de anos, fenômenos tectônicos — como terremotos ou formação de uma cordilheira — acabaram por alterar seus cursos, até que ambos se uniram em apenas um rio: o Eufrates.
Para os pesquisadores, essa descoberta poderia dar a resposta para o mistério da origem de um dos rios mais importantes da humanidade.
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