Entre meus esportes preferidos, está ouvir conversas em mesas alheias nos restaurantes. Esta semana, uma senhora falante confidenciava ao homem que a acompanhava: “Fui visitar meu irmão em Curitiba. Fiquei hospedada na casa dele, que me recebeu bem. Mas as conversas, a rotina deles… Em determinado momento, quiseram que eu visitasse um conhecido internado. Eu disse que não iria. E confesso: tive vontade de voltar antes do previsto. Fazer o que gosto, ligar o computador e trabalhar um pouco. Preciso me sentir viva; não quero visitar cemitérios. Aos 80, estou aqui com você, almoçando com um amigo. Isso me faz bem. Outro dia, me questionaram: ‘Você só pensa em viajar, não está guardando dinheiro para a velhice’. Devolvi: ‘Qual? Tem outra?’ (risos)”.



