Celina só encaminha pedido de empréstimo dia 31/07 e FGC exige balanço do BRB


Nuvens sombrias pairam sobre BRB – Foto: Folha

Fundo afirma que só recebeu o pedido oficial da governadora Celina Leão em 31 de julho e não pode avançar sem as demonstrações financeiras

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) exige a apresentação do balanço do Banco de Brasília (BRB) referente a 2025 e das demonstrações financeiras auditadas do primeiro semestre de 2026 para analisar o pedido de empréstimo de R$ 6,6 bilhões. O documento foi encaminhado à governadora Celina Leão e ao Supremo Tribunal Federal, onde tramita a ação sobre o acordo para viabilizar a operação.

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O FGC informou que só recebeu o pedido oficial assinado pela governadora em 31 de julho. Sem as informações sobre as demonstrações financeiras, o Fundo afirma que “se encontrará impedido de atestar a suficiência do montante requerido para assegurar a viabilidade econômico-financeira da operação ao Banco BRB”.

O pedido de crédito foi formulado pelo Governo do Distrito Federal para tentar salvar o BRB, que enfrenta a pior crise de sua história após a compra de carteiras de crédito do Banco Master. O acordo costurado no STF prevê que não haverá repasse da União, e que o GDF poderia tomar o empréstimo junto ao FGC com fiança de bancos e cotas dos fundos de participação como contragarantias.

O FGC, no entanto, ressaltou que a estrutura de operação tomada como premissa ainda não é observada, pois até o momento não há formalização de manifestação de vontade por parte de instituições financeiras que atuariam como garantidoras. O Fundo também deixou claro que o acordo é celebrado exclusivamente entre a União e o GDF, sem efeito vinculativo sobre o FGC ou suas associadas.

O FGC só recebeu o pedido oficial de Celina Leão em 31 de julho e exige o balanço de 2025 e as demonstrações do primeiro semestre de 2026 para avaliar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB.

A manifestação do Fundo foi anexada ao processo no STF. O ministro Luiz Fux marcou nova audiência entre as partes para 13 de agosto. Em sua nota, o FGC ainda lembrou que uma de suas funções é viabilizar a saída ordenada de mercado ou a troca de controle de instituição financeira frágil — observação que reacende o debate sobre o futuro do controle do BRB, hoje nas mãos do GDF.

A exigência do balanço amplia a pressão sobre a gestão do banco e do governo distrital. Sem as demonstrações financeiras, o empréstimo permanece travado, e a crise do BRB continua sem solução definitiva à vista.

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