O Banco de Brasília (BRB) vai reduzir em 60% a verba destinada para patrocínios em 2026, conforme estimativa publicada pela instituição no Diário Oficial do Distrito Federal. A redução acontece em meio a crise com o Banco Master. O BRB é um banco estatal controlado pelo governo do Distrito Federal (DF).
Para este ano, o BRB estima que vai gastar R$ 50 milhões com patrocínios, contra R$ 125,8 milhões no ano passado. Na lista da estatal está o Flamengo, com um contrato de R$ 32 milhões ao ano para o clube carioca, que foi assinado em 2020.
Apesar dos cortes, o BRB pretende renovar o patrocínio do clube carioca até março, quando o atual contrato vence. A ideia do banco gira em torno do cartão digital Nação BRB Fla, com o lançamento de uma empresa à parte com um custeio próprio.
– Seremos o maior banco digital da América Latina – disse Nelson de Souza.
As verbas destinadas ao aeroporto de Brasília também devem ser revistas. O banco mira uma economia de gastos publicitários, enquanto atravessa uma crise após o escândalo da tentativa de compra do Banco Master e de suas carteiras com indícios de fraudes.
O BRB deve receber até o fim deste mês um novo relatório preliminar de uma investigação independente contratada pela atual gestão da instituição, com foco nas carteiras de crédito adquiridas pela instituição junto ao conglomerado do Master.
Entre as operações investigadas pelas autoridades está o pagamento de R$ 12,2 bilhões por carteiras de crédito supostamente fraudadas, que foram vendidas pelo Master. Deste total, R$ 6,7 bilhões foram desembolsados pelos direitos e o restante foi relativo a prêmios pela aquisição. O Banco Central mandou desfazer a operação no ano passado, ao identificar irregularidades.
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