O Brasil enfrenta a Índia, neste sábado, em jogo que inclui Calcutá na lista de cidades do mundo que já receberam a Amarelinha. Viajar o planeta tem sido uma rotina da seleção. Na verdade, é quase uma regra. O amistoso deste sábado é o 43º fora de casa contra apenas quatro dentro do próprio país nos últimos dez anos.
Isso representa um percentual de 91,5% do total de amistosos da seleção brasileira desde 2017. O número já inclui o contra a Índia. Entre as campeãs do mundo, é disparada a que atua mais vezes longe de seu torcedor em jogos do tipo.
A segunda seleção campeã do mundo que mais faz amistosos fora de casa é o Uruguai, com 85,7%. A Argentina completa o pódio, com 80,5% dos jogos desde 2017 longe do país. O levantamento foi feito pelo portal Bolavip Brasil.
O mesmo estudo mostra o torcedor europeu em situação privilegiada. A Itália, campeã mundial do Velho Continente que mais jogou fora neste mesmo período, aparece com um percentual bem menor em relação ao trio sul-americano: 65,2%. A França é a que registra o menor índice, com apenas 17,2% dos amistosos longe do torcedor.
Percentual de amistosos fora de casa desde 2017:
*Já incluído Índia x Brasil
A principal razão para esta disparidade é econômica. Por terem um público com maior poder aquisitivo e patrocinadores mais fortes, os países da Europa, da Ásia e dos Estados Unidos costumam ser mais atrativos para as empresas promotoras de amistosos.
No caso europeu, há ainda o fator calendário. Com a Liga das Nações e a Eurocopa (incluindo a fase de eliminatórias) preenchendo a maioria das datas, as seleções do continente disputam poucos amistosos.
Na data Fifa de novembro, o Brasil terá mais dois amistosos fora de casa. Ambos serão em Singapura, na Ásia. Enfrentará o Japão, no dia 14; e a seleção local, três dias depois.



