Ataques em navios no Estreito de Ormuz e mortes no Líbano marcam o 12º dia de guerra no Oriente Médio

Já com 12 dias corridos, a guerra no Oriente Médio segue intensa em diversos países e mostra ter fôlego para ainda mais tempo de confrontos. Nesta terça-feira, diversos ataques foram feitos contra navios no Estreito de Ormuz, um deles pertencente ao Reino Unido, que divulgou a informação das explosões através da Divisão de Operações de Comércio Marítimo do país. Ainda não se sabe quem realizou a ofensiva.
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Em paralelo, Teerã voltou a ser alvo de bombardeios israelenses, que começaram desde a madrugada. O Irã reagiu às ações de Israel e prometeu que fará retaliações.
Confira abaixo a seleção do EXTRA com os tópicos mais importantes e recentes da guerra.
Novo líder iraniano “são e salvo”
O filho do presidente da República Islâmica, Yusef Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “são e salvo”. Mojtaba sofreu ferimentos no ataque que matou seu pai e antecessor, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos em 28 de fevereiro.
Segundo o jornal The New York Times, o filho de Khamenei de 56 anos, teria ferimentos sobretudo nas pernas, mas está a salvo em um local de segurança máxima.
Navios atacados em Ormuz
Ao menos quatro navios foram atacados nesta quarta-feira na região do Estreito de Ormuz, rota marítima vital que transporta cerca de 20 a 30% do petróleo mundial. Segundo a agência marítima britânica UKMTO, foram registrados 14 incidentes contra embarcações na área desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Petróleo volta a subir
O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado americano, subiu 5,91% a chegou a US$ 88,38 o barril (cerca de R$ 459,37). O Brent do Mar do Norte, referência europeia, atingiu 5,05%, a US$ 92,23 por barril (aproximadamente R$ 479,38).
A cotação do petróleo segue em oscilação após ter chegado ao patamar de US$ 100 (quase R$ 520,00) por barril, valor que não era atingido há quatro anos.
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Advertência de Erdogan
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, se pronunciou solicitando o fim da guerra no Oriente Médio “antes que devaste toda a região”.
— Se o conflito persistir, haverá mais perdas de vidas e bens, e o custo para a economia global aumentará ainda mais — disse.
570 mortos no Líbano
O governo do Líbano divulgou um novo balanço sobre o número de óbitos no território, em decorrência dos conflitos entre Israel e o Hezbollah. Segundo o relatório, 570 pessoas morreram, sendo 86 delas crianças, vítimas de bombardeios na região.
Os embates entre Israel e a organização pró-Irã ocorrem no Líbano desde o dia 2 de março. Um ataque israelense atingiu, nesta quarta-feira, o centro de Beirute pela segunda vez desde o início da guerra, de acordo com a agência de notícias estatal libanesa. Israel também voltou a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, reduto do Hezbollah.
Manifestantes “inimigos”
O chefe da polícia iraniana, Ahmad Reza Radan, fez advertências sobre manifestações populares contra o regime do país. Há dois meses, uma dura repressão foi feita contra movimentos de protesto.
— Qualquer manifestante contrário às autoridades será tratado como inimigo — afirmou Radan.
Reservas estratégicas
Os ministros da Energia do G7 afirmaram que estão “dispostos” a adotar “todas as medidas necessárias” em um contexto de forte instabilidade dos preços do petróleo.
De acordo com o Wall Street Journal, a Agência Internacional de Energia (AIE) propôs recorrer às reservas estratégicas de petróleo, medida que será anunciada nesta quarta-feira para conter a disparada dos preços.
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Irã reivindica ataques em larga escala
O Irã executou uma nova onda de ataques direcionada contra alvos americanos e israelenses, segundo a emissora estatal Irib.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, anunciou através das agências de notícias iranianas Mehr e Fars que atacou a base americana de Arifjan, no Kuwait.
Projéteis contra Israel
O Exército israelense anunciou a detecção de uma nova onda de mísseis lançados do Irã. Jornalistas da AFP disseram ter escutado sirenes de alerta antiaéreo em Jerusalém e o som de explosões à distância. A emissora israelense Channel 12 informou que várias pessoas ficaram feridas nas imediações de Tel Aviv.
Arábia Saudita no alvo
O Ministério da Defesa saudita informou que o país interceptou sete mísseis balísticos, incluindo seis que tinham como alvo a base aérea ‘Prince Sultan’, perto de Riade, que abriga militares americanos.
O ministério também anunciou a neutralização de quase 15 drones, sete deles direcionados contra o campo de petróleo de Shaybah, na fronteira com os Emirados Árabes Unidos.
Jogadoras iranianas refugiadas na Austrália
Pelo menos sete integrantes da seleção feminina do Irã receberam asilo na Austrália depois que se recusaram, no início de março, a cantar o hino nacional durante uma partida em Sydney contra a Coreia do Sul, pela Copa da Ásia.
Embarcações iranianas de instalação de minas destruídas
O Exército americano anunciou a destruição de 16 embarcações iranianas utilizadas para a instalação de minas marítimas perto do Estreito de Ormuz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou Teerã com grandes “consequências militares” caso minas sejam instaladas no estreito.



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