Todos os dias, antes de começar os atendimentos, o cônego Luiz Carlos Pereira, de 60 anos, abre a maleta preta que o acompanha há três décadas e confere itens indispensáveis para sua missão: um pote de sal grosso, um terço, um rosário, um aspersório com água benta e o cordão de São Francisco, usado, segundo a tradição católica, para “amarrar o mal”. O objeto mais precioso da lista é um livro gasto pelo manuseio, de capa dura vermelha, com anotações e trechos em latim, intitulado “Ritual de exorcismos e outras súplicas”. Pereira é um dos 17 padres exorcistas da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.



