Após renegociação de dívidas, cerca de 800 mil pessoas estão impedidas de apostar

Após renegociarem dívidas, cerca de 800 mil pessoas estão impedidas de apostar em plataformas autorizadas a operar, informou o Ministério da Fazenda. Lançado em maio deste ano, o novo Desenrola Brasil estabeleceu como condição para a adesão ao programa de renegociação que o cidadão fique impedido de apostar em bets pelo período de um ano.
Segundo a pasta, até agosto deste ano, 794.181 pessoas estavam impedidas de apostar em razão da modalidade de renegociação voltada a inadimplentes, enquanto outras 33.123 tiveram o bloqueio relacionado ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Somado aos beneficiários de programas sociais impedidos de apostar e às pessoas que solicitaram a autoexclusão, o contigente representa cerca de 10% das 40 milhões de pessoas ativas cadastradas no Sistema de Gestão de Apostas (Sigap).
Segundo o Ministério da Fazenda, três milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) tiveram o acesso às plataformas de apostas bloqueado, em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Plataforma de Autoexclusão
Outra forma de impedir o acesso às plataformas autorizadas é por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, disponibilizada desde dezembro de 2025. A ferramenta permite ao usuário bloquear o próprio CPF nas casas de apostas on-line legalizadas no Brasil. Até o momento, foram registrados mais de 1,2 milhão de pedidos.
A principal justificativa informada pelos usuários foi “Perda de controle sobre o jogo — saúde mental”, responsável por 35,93% dos pedidos. Em seguida, aparece “Prevenir que meus dados sejam utilizados por plataformas de apostas”, com 20,63%. A maior parte dos pedidos, 66,95%, é por período indeterminado. Outros 21,6% correspondem a bloqueios pelo período de um ano.
Por meio da plataforma, também são disponibilizados cursos gratuitos, com módulos sobre aspectos comportamentais e financeiros. O conteúdo aborda situações de vulnerabilidade, como o superendividamento. Também está disponível um autoteste de saúde mental, com informações sobre os riscos associados às apostas e sobre os pontos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).



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