Após morte de Arlindo Cruz, Arlindinho celebra álbum, dois sambas-enredo na Sapucaí e romance com Erika Januza: 'Sigo com sorriso no rosto'

Arlindinho está em festa, e os motivos são muitos. Aos 34 anos, o cantor e compositor, filho de Arlindo Cruz, vive uma das fases mais produtivas da carreira. Com a marca impressionante de 20 sambas-enredo emplacados na Marquês de Sapucaí, ele lança agora o projeto “Minha vida é um enredo”, uma coletânea com alguns deles.
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— Eu me dei conta de que esse número era muito expressivo. E os últimos sambas têm tido uma aceitação muito boa, inclusive fora da bolha do carnaval. Comecei com o samba-enredo, ainda menino, tocando cavaquinho nas disputas do meu pai — lembra ele, dizendo que seu primeiro sonho foi ser intérprete: — Meu primeiro sonho era ser o Neguinho da Beija-Flor. E eu já fui intérprete no Império Serrano, realizei esse sonho. Mas não segui porque comecei a fazer muito show, cuidar da carreira solo.
No primeiro volume do projeto, há sambas-enredo de Vila Isabel, Império Serrano, União da Ilha, São Clemente, Salgueiro e Grande Rio. O maior destaque é “Fala, Majeté! Sete chaves de Exu”, samba de Arlindinho e outros parceiros, que garantiu o primeiro campeonato da Grande Rio em 2022.
— Eu só lembro de flashes do desfile campeão da Grande Rio e muito por conta da ancestralidade que carrego. Não fomos nós que escrevemos, esse samba veio da ancestralidade para nós. A gente só transcreveu. Minha vida, de fato, é um enredo pelos imbróglios, pelas mudanças, por tudo que já passei — diz ele, elencando outros sonhos que quer realizar: — Quem sabe compor um samba-enredo com Martinho da Vila e cantar com Roberto Carlos! O último título da Vila Isabel foi com um samba do meu pai. Se a Vila ganhar em 2026 com um samba meu, será uma história bonita. Também tem o da Niterói, sobre o presidente Lula.
Arlindinho lança seu novo audiovisual “Minha Vida é um Enredo”
akavitao
Este será o primeiro carnaval sem Arlindo Cruz fisicamente presente, mas o filho fala do legado.
— A saudade não acaba, não diminui. Em vários momentos, lembro com alegria. Em outros, com tristeza. Este ano, farei o show de abertura da turnê do Zeca Pagodinho com Alcione e Jorge Aragão, vou cantar em estádios… Penso: “Ele podia não estar 100%, mas poderia entender e ver”. Mas entendo a vontade de Deus e sigo esse legado com sorriso no rosto. Também ganhei uma namorada tão bacana… Não substitui, claro, mas aquece o coração e ajuda a seguir.
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Se a vida profissional vai a mil, com uma média de 20 shows por mês e quase 40 apresentações nesse período de carnaval, a vida pessoal encontrou um porto seguro. O namoro com a atriz Erika Januza, que começou há dois meses após um tempo de paquera, trouxe a calmaria que o cantor não sabia que precisava.
— Eu estava num momento triste, solteiro, até meio adoidado. Ela me encontrou no momento mais perdido da minha vida e me trouxe paz. Era o que eu nem sabia que estava procurando, mas estava. A gente se vê pouco porque viaja muito, mas minha casa é perto da dela. O tempo que a gente puder estar junto, quero estar. Nem que sejam dois dias na semana, pra ficar agarradinho.
Arlindinho e Erika Januza assumiram namoro no fim de 2025
Reprodução/Instagram
Casa perto de Erika
Férias, por enquanto, nem pensar. O cantor acabou de comprar uma casa estrategicamente perto da namorada e precisa pagar os boletos.
— Eu já estava procurando, e o fato de ser perto dela foi um fator determinante. Estou pagando meu primeiro imóvel, então é hora de trabalhar e fazer uma reserva maior! Morei muitos anos numa casa que meu pai me deu. Essa é a primeira que comprei.
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Quem continua o legado?
Vindo de uma família musical, Arlindinho fica todo bobo ao ser questionado se algum de seus filhos já mostra se vai seguir o legado. Ele é pai de Luís, de 14, Maria Hellenna, de 12, e de Antônio, de 6, frutos de relacionamentos anteriores.
— Meu filho mais velho gosta de música, a minha filha canta e é afinada, mas o mais novo tem alma de artista, é vaidoso e marrento (risos). Ele anda igual ao avô, e olha que nunca viu meu pai andando! — diverte-se Arlindinho, contando pérolas do caçula: — Antônio vai nos meus shows e depois fala: ‘Pai, nós arrebentamos, né?” ou “O que nós vamos cantar hoje para os nossos fãs?”. Ele até pede tom (“Me dá um fá maior”) e palma da mão! É muito engraçado.
Arlindinho e os filhos
Instagram/reprodução
Arlindinho e o filho caçula
Instagram/reprodução
Nome de bar
O bar Dois Arlindos, inaugurado este ano no Rio, também integra esse movimento de memória.
— Não sou o dono, sou o homenageado. Mas sempre que posso estou lá, ajudando a manter essa história acesa.
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Pé no chão
Amigo de seus ídolos, o cantor mantém o pé no chão:
— Tudo o que tenho hoje e que eu conquistei veio do povo. Sou um funcionário. Trabalho para levar alegria para as pessoas, e a alegria delas é o sustento da minha família e a realização dos meus sonhos.
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