Depois de anos quebrando recordes e buscando estratégias para dominar as paradas, Anitta cada vez mais tem se voltado para dentro de si. “Equilibrivm”, seu novo álbum lançado quinta-feira, mostra a fase atual da cantora, que afirma, em entrevista, que muda a cada quatro meses.
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— Comecei a carreira com 17 anos. Hoje tenho 32. Não sou a mesma pessoa. Faço o meu trabalho de acordo com o que sinto e acabo me reinventando. Sou uma pessoa que muda inteira, não mudo só a cara fazendo plástica. Se você me conhecer hoje, daqui a quatro meses vou estar diferente e espero que para melhor.
O novo álbum foi gravado quase inteiramente no estúdio da própria casa, no Rio, e construído a partir de um processo de autoconhecimento que ela atravessa desde meados de 2022. Durante a produção do seu álbum anterior “Funk generation”, a cantora passou por problemas de saúde e até achou que iria morrer. Nesse, o sentimento é diferente.
— Não morri, estou viva e agora quero fazer o que me dá na telha com alegria e propósito de alma. Quero mostrar a pessoa que tenho me tornado com orgulho. Tenho orgulho também do meu passado. Não quero que sigam o mesmo caminho que eu porque isso seria arrogância espiritual.
Anitta inicia a divulgação do álbum “Equilibrium”
Reprodução/Instagram
Embora a religiosidade seja um dos elementos do projeto (presente nas letras, nos visuais e nas referências a orixás e entidades), Anitta, que é do candomblé e participa de retiros com a xamã Max Tovar, evita enquadrar o trabalho como um manifesto espiritual.
— Esse álbum não é só sobre religião. É sobre um estado de espírito e coisas que acredito. Espero que impacte o público essa sensação de se sentir inteiro por dentro, de sentir que pode encontrar respostas em vários lugares e vertentes — explica ela.
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O disco nasce de um momento de exaustão na vida profissional.
— Eu estava um pouco desacreditada de algumas situações que acontecem na indústria, com o ego de pessoas. Embora eu tenho meu ego inflado para algumas coisas, em outras sou o oposto. Eu estava bem desestimulada e com preguiça de lidar com tudo isso. Eu queria só viajar, passear e que se dane!
Anitta inicia a divulgação do álbum “Equilibrium”
Reprodução/Instagram
Após voltar aos estúdios, o resultado foi o álbum mais caro que já produziu:
— Foi o álbum que eu mais gastei dinheiro, sem sacanagem. Mas eu tava feliz e gostando — conta ela, que afirma que o desapego reflete também na sua visão sobre premiações: — Eu nunca ganhei um Grammy, e as coisas que conquistei eu não trocaria por prêmio nenhum. Hoje gosto de fazer meus trabalhos livre, sem regras. Consegui encontrar finalmente esse equilíbrio. É uma nova forma de trabalhar, com prazer e sem pressão.
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Clipe lançado sexta
“Desgraça”, que abre o álbum, ganhou videoclipe ontem e mergulha na energia da pombagira.
— Começo o álbum saudando as pombagiras. Minha intenção é trazer o que me faz bem. Se isso ajudar alguém a ter menos vergonha da própria religião, já valeu. Não fiz esse álbum pensando num público conservador. Eles não estão interessados em mim, não vão ao meu show. Fiz esse álbum pensando em mim e nos meus fãs. É para eles que acordo para fazer música — pontua Anitta.
Anitta fala sobre parceria com Shakira em novo álbum
Reprodução/Youtube e reprodução/Instagram
Parceria com Shakira
Um dos pontos altos do disco é “Choka choka”, parceria com Shakira, que faz show gratuito na Praia de Copacabana no dia 2.
— Ela já era uma amiga. A gente mora bem pertinho em Miami. Mostrei o álbum para ela, que escolheu essa música. Shakira é maravilhosa. Mandou flores no meu aniversário e no dia do lançamentoTodo mundo que está no álbum tem uma energia boa.
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Recado político
Para a cantora, o álbum tem também um recado político.
— As pessoas têm brigado muito. A gente tem sido muito extremista na nossa forma de pensar politicamente. Defendo ideias, que vão apoiar as pessoas que tem mais dificuldades, as minorias. Ontem, o perfil do Instagram do governo do Brasil fez um post inspirado no meu álbum para falar do fim da escala 6×1. Eu achei o máximo e assino embaixo — afirma a cantora, completando: — Nada nunca vai melhorar enquanto a gente continuar nesse ódio para com o outro. O equilíbrio é a única solução. Esse extremismo que o algoritmo alimenta está nos fechando para escutar o outro, para conviver com o mundo. O inimigo vence quando ele nos torna um espelho do que ele é.
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Após lançar álbum, Anitta diz que se reinventa a cada quatro meses: 'Não mudo só a cara fazendo plástica'



