Ao menos 21 pessoas recebem atendimento após uso de agulha compartilhada em feira de ciências no Recreio

Pelo menos 21 pessoas procuraram atendimento médico após fazerem testes de glicose com compartilhamento de agulhas durante uma feira de ciências no Colégio Tamandaré, no Recreio dos Bandeirantes, neste sábado. Uma estudante usou a mesma lanceta, instrumento que perfura a pele para coletar sangue, em até três pessoas antes de trocá-la.
O Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, confirmou 18 atendimentos até o fim da manhã deste domingo. A escola informou que outras três pessoas foram atendidas na rede particular. Quase todos os participantes dos testes eram crianças, mas havia pelo menos um adulto, segundo a instituição.
Pais relataram medo e preocupação após o episódio. Uma mãe contou que a filha voltou do hospital chorando, com receio de ter contraído alguma doença. Outra afirmou que um responsável percebeu o compartilhamento das lancetas e alertou a direção.
Segundo o vice-diretor-geral do Tamandaré, Antonio Henrique, a orientação era que a aluna apenas exibisse o equipamento, sem realizar testes. Em comunicado, a escola afirmou que as medições começaram perto do fim do evento, sem autorização, e foram interrompidas assim que a equipe percebeu o uso do aparelho.
A instituição informou que está oferecendo acompanhamento psicológico às famílias e acionou a Vigilância Sanitária. Equipes estarão na unidade nesta segunda-feira para esclarecer dúvidas e identificar outras pessoas que possam precisar de atendimento.
A Secretaria municipal de Saúde afirmou que todos os pacientes que precisavam de medicação foram atendidos dentro do prazo de 72 horas previsto para o início da profilaxia.
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