Esses dias, dei um voo ao Instituto Brando Barbosa, no Jardim Botânico. No espaço dedicado à cultura funciona o comitê de campanha de André Marinho (Novo), terceiro candidato ao governo do Rio que euzinha sabatino. O endereço fica perto da antiga mansão, já vendida, que seu pai, o empresário Paulo Marinho, suplente de Flávio Bolsonaro (PL) no Senado, emprestava como base de Jair Bolsonaro em 2018. Com imitações, o candidato e humorista abriu o coração sobre as relações políticas.
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Quem gostaria de imitar para mim?
(Imitando Eduardo Paes) “Prometi Ozempic, entreguei, mas você está com esse buchinho cheio. Você é um arraso, mas está dando moral para esse boneco Ken”.
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Seu plano de governo tinha a redução do IPTU, municipal. É vontade de ser prefeito?
(Risos) Não. Foi uma pixotada partidária. Tive que protocolar alguma versão do plano de governo, que ainda estava sob revisão, e acabou indo com esse erro primário.
E o que de ‘Novo’ pode fazer pelo estado?
Tenho um plano muito claro para evitar que mais um governador seja capturado por interesses partidários, privados e pouco republicanos: terá um carrasco numa Controladoria-Geral Independente, carinhosamente apelidado como “secretário do Vai dar Merda”.
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É do partido do Zema. É chato ter que apoiá-lo, com o Flávio Bolsonaro concorrendo?
Aprendi desde cedo a estender a mão para quem está na baixa. Se hoje podemos falar de Direita no Brasil, grande parte foi pelo que fizemos em 2018. O Flávio, há dois anos, nos procurou para reconciliar. Zeramos a pedra. Sou representante da Direita pé-quente, ao contrário do candidato do PL (Douglas Ruas), terceiro reserva.
Sua relação com os Bolsonaro ‘deu ruim’. Foi a pergunta sobre rachadinhas no rádio?
Eu era um aluno de Direito chegando em casa e me deparando com o Paulo Guedes estudando o mapa do Brasil, o Onyx Lorenzoni pensando em estratégias. Nunca houve expectativa para além da campanha. Mas se esperava uma boa relação. Não entendi o afastamento. Nesse processo, cresci como comunicador e observador do Brasil. Ali provei que oportunista é quem não tem culhão para criticar o próprio lado.
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É irmão da Giulia Be. É um menino solto?
(Risos) Já fui. Mas hoje estou trancafiado e muito feliz com minha namorada Roberta.
Por que a Giulia não compra uma panela?
A única panela em que penso é a da Janaína, do Parque Analândia, São João de Meriti. Não estou tendo tempo para acompanhar os lançamentos da minha irmã.
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Gabriel de Paiva
Seu cunhado é parente do ex-presidente John Kennedy. Vai levá-lo na Vila Kennedy?
Os Kennedy vêm para o casamento da Giulia. A Vila Kennedy nasceu na Aliança para o Progresso, mas tem escola que virou ponto de endolação de droga. A cidade só se torna violenta se for abandonada.
Acha que é possível ir à VK hoje?
Até sondei a possibilidade de eu ir lá, mas houve uma contrarrecomendação.
Você diz que levou aos EUA relatórios para classificar o CV como terrorista. Se eleito, vai convocar o exército americano?
Não há a menor possibilidade. Se isso tem alguma chance é com a manutenção do governo Lula, que fica provocando os americanos. Estou pronto para sentar com quem tem a caneta e criar um intercâmbio entre DEA, CIA, Bope, Core e Choque.
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Já passou por um procedimento estético?
No útero da minha mãe, em 10 de agosto de 1994 (seu nascimento). Recomendo.
E pretende fazer algum em breve?
Sou a mistura do Héctor Bonilla com o menino da Bala Juquinha. Se fizer, parecerei o João Doria. O “Eduardo Caos” está perdendo a linha, parece o Orlando Drummond.
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Feijão é por cima ou por baixo do arroz?
Por cima, pelo amor de deus.
Uma comida que odeia.
Canela, e não o de Belford Roxo… Os dois.
Um influencer que te diverte.
Matheus Costa com o Seu Zé. Espetacular.
Um lugar para comprar barato no estado.
Nova Iguaçu. O comércio estava bem pulsante no calçadão.
André Marinho em uma frase.
O otimista é um tolo, o pessimista é um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso. Já diria Ariano Suassuna.
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Estrutura de gala: Que comitê chique! Lá, o aterial de campanha é coadjuvante: há piano de cauda, tapetes, piscina. E a área verde, linda, serve para Marinho espairecer.
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André Marinho, do Novo, lembra de afastamento dos Bolsonaro e anuncia novo cargo no Rio: o 'secretário do Vai dar Merda'



