Você já deve ter escutado a frase: “só de olhar para o pão, eu já engordo”. Apesar de ser uma frase, a ideia de que o pão engorda está sendo respaldada por um novo estudo. Pesquisadores da Universidade Metropolitana de Osaka, no Japão, descobriram que não apenas o pão, mas outros carboidratos – incluindo arroz e macarrão – parecem alterar a forma como o corpo queima energia, predispondo ao ganho de peso mesmo sem comer em excesso.
Segundo os pesquisadores, esse trabalho é o primeiro a identificar esse impacto dos carboidratos na alteração do metabolismo, embora o estudo inicialmente tenha sido realizado apenas em ratos.
A equipe de estudo dividiu os ratos em grupos que receberam refeições diferentes: pão, farinha de trigo, farinha de arroz ou alimentos ricos em gordura, além de suas rações habituais de soja e farinha de peixe. Todas as refeições continham quantidades semelhantes de calorias.
Ao longo de dez semanas, os ratos que receberam carboidratos refinados — como pão, farinha de trigo e farinha de arroz — rejeitaram a alimentação habitual e ganharam muito peso, mesmo consumindo aproximadamente a mesma quantidade de calorias que os outros ratos.
Além disso, exames de sangue revelaram níveis elevados de ácidos graxos — que podem levar à esteatose hepática e diabetes — nos ratos com dietas ricas em carboidratos.
Os animais que consumiram alimentos ricos em gordura não foram significativamente afetados.
“Esses resultados sugerem que o ganho de peso pode ser devido a uma forte preferência por carboidratos e às alterações metabólicas associadas”, disse Shigenobu Matsumura, professor associado especializado em nutrição e saúde metabólica, que liderou o estudo.
Segundo os pesquisadores, dietas ricas em carboidratos refinados, ou seja, carboidratos que perderam seus benefícios, como o arroz branco e a farinha branca presentes no pão branco, bolos e biscoitos, elevam rapidamente o açúcar no sangue, fazendo com que o pâncreas produza altos níveis de insulina.
O que pode levar ao acúmulo de gordura abdominal, que está fortemente ligado ao diabetes tipo 2, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, hipertensão e certos tipos de câncer.
A boa notícia é que o novo estudo, publicado na revista Molecular Nutrition & Food Research, descobriu que, quando os ratos voltaram à sua dieta anterior, seu peso diminuiu e seus níveis de gordura no sangue retornaram ao normal.
O professor Matsumura afirma que sua equipe agora direcionará suas pesquisas para o impacto nos seres humanos, já que outros fatores podem afetar a forma como os carboidratos afetam o organismo — incluindo com o que você os come e quando os come.
Que horas devemos consumir carboidratos?
Pesquisas anteriores sugeriram que, em termos de perda de peso e controle do açúcar no sangue, é melhor consumir carboidratos no início do dia.
Isso ocorre porque o corpo é mais sensível aos efeitos do hormônio insulina (que mantém os níveis de açúcar no sangue estáveis) pela manhã do que à noite.
“Também pretendemos investigar como fatores como grãos integrais, grãos não refinados e alimentos ricos em fibras alimentares — bem como suas combinações com proteínas e gorduras, métodos de processamento de alimentos e momento do consumo — afetam as respostas metabólicas à ingestão de carboidratos”, disse Matsumura.
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