África do Sul vence, vai ao mata-mata pela primeira vez e joga a Coreia do Sul para disputa dos terceiros


Enquanto o México vencia a Tchéquia na Cidade do México para ratificar a liderança do Grupo A (com 9 pontos), o duelo entre África do Sul e Coreia do Sul ganhava ares de confronto direto pela segunda colocação e vaga garantida no mata-mata. Melhor para os Bafana Bafana, que abriram 1 a 0 e seguraram a pressão e o placar para garantir a vaga em Monterrey.

Maseko marcou o gol da vitória, já no segundo tempo. Moremi fez ótima jogada pela esquerda, limpou a marcação, cruzou para a área e viu a bola chegar aos pés do atacante do Mamelodi Sundowns, que bateu bonito, no canto do goleiro Kim Seung-Gyu.

É a primeira vez na história que a seleção da África do Sul passa da fase de grupos em Copas do Mundo. A equipe terminou o grupo com 4 pontos. Os sul-coreanos, com três pontos, agora aguardam a finalização da fase de grupos para entender se avançam como um dos melhores terceiros colocados. A Tchéquia, com apenas um ponto, está eliminada.

O gol premiou a estratégia sul-africana, que se defendia enquanto os coreanos tinham mais a bola e apostaram nas transições por quase toda a partida.

O jogo já começou marcado por uma decisão polêmica. O técnico da Coreia do Sul, Hong Myung-Bo, optou por começar com o capitão e ídolo Son Heung-Min, o Son, no banco — ele entraria no segundo tempo. Em seu lugar, iniciou Oh Hyeon-Gyu.

Kim Min-Jae assustou pelo alto e quase abriu o placar no primeiro minuto. Lee Kang-in, destaque da equipe, também desperdiçou ótima oportunidade, chutando para fora. Mas o momento do jogo virou: os sul-africanos passaram a ganhar mais a bola pelo meio e aceleraram nos contra-ataques.

O centroavante Magkopa perdeu chance incrível, de frente para Kim Seung-Gyu. O goleiro deu rebote em uma bomba de Mbatha, mas o camisa 9 dos Bafana Bafana, sozinho, bateu mal e facilitou a defesa. Os sul-africanos seguiram perdendo chances na transição na segunda etapa. Faltava capricho no último passe e na finalização. Até o gol de Maseko. A partir dali, a partida virou um teste de resistência para a equipe do técnico belga Hugo Broos, que desabou no gramado com o resultado histórico, no apito final.



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